Meus Discos e Livros e Tudo o Mais!: Outubro 2011

31 de outubro de 2011

'Academia de Vampiros 5: Spirit Bound - Richelle Mead'








Vampire Academy 5: Spirit Bound
Richelle Mead








Eu ia esperar. Juro que ia esperar o livro ser lançado em português, mas um belo dia eu o vi, olhei para ele, ele olhou pra mim, e eu não resisti (fiquei enlouquecida e já comprei o último da série também, AND o spin-off, Bloodlines).

Enfim, nesse quinto volume, a vida de adulta de Rose finalmente começa, por assim dizer. Ela se forma na Academia, recebe sua marca da promessa (para fazer companhia às demais marcas molnija que ela já tem no pescoço) e segue para a Corte na espera de saber para qual trabalho será designada agora que é oficialmente uma guardiã. Claro que ela deseja ser guardiã de sua melhor amiga Lissa, com quem mantém um laço psíquico que permite que ela sinta as emoções dela, e por vezes “entre” em sua cabeça e até veja o mesmo que a amiga vê. Mas o mau comportamento de Rose pode tornar esse desejo impossível. Lissa, sendo a última Dragomir, é preciosa demais para a sociedade Moroi para ser protegida por alguém tão impulsiva como Rose.

Fora isso, Rose está sendo perseguida por um “admirador” – nada secreto – que lhe envia cartas e mais cartas em que conta o quanto anseia a encontrar, assim que ela estiver fora da proteção da Academia. Para se “livrar” dele, Rose arma um ousado plano para conseguir mais detalhes sobre uma informação que obteve durante seu tempo na Rússia, embora seja muito improvável que isso seja realmente verdade. Será mesmo possível?

Ufa! Esse é o quinto livro da série Academia de Vampiros, que, diga-se de passagem, é boa demais. Sabe o que é melhor? Não há enrolação. Muitas coisas acontecem, mas muitas coisas vão sendo resolvidas então ficamos satisfeitos que nada será deixado para trás. Esse livro, em especial, brinca demais com nossas emoções, a autora massacra o coração dos leitores sem dó.

Um dos pontos altos nesse livro é o Dimitri – Ah, vá – e sua... bem, tudo o que acontece com ele. Como lidar com a vontade absurda de colocá-lo no colo? Sofri tanto... É, essa sou eu, aquela que interage com personagens. Outro personagem que se destaca é o Adrian, de quem eu comecei com um pé atrás, quando ele apareceu pela primeira vez, lá no Aura Negra, mas a cada livro ele me conquista mais e cada vez gosto mais dele. Ele vem demonstrando não ser o cara superficial que aparenta a primeira vista, mas sim dedicado, preocupado, atencioso.

Por falar em personagens que se destacam, não posso deixar de fora a nossa protagonista/narradora Rose. Mocinhas bobinhas e passivas, que esperam que outros façam tudo por ela, que as protejam? Não a nossa Rose. Ela faz muitas coisas que não devia, tem uma séria dificuldade de respeitar regras, mas ela não fica parada esperando as coisas acontecerem. Ela age. Ela grita. Ela ameaça. É, ela não é perfeita, mas por isso mesmo gosto tanto dela.

Para ser justa, apesar de ela não ser das minhas favoritas, a Lissa me impressionou nesse livro. Uma das ações dela foi o que mais me deixou sem fôlego durante a leitura. Quem diria.

Eu meio que descobri sem querer coisas que aconteciam nesse livro antes de ler, porque sou curiosa e dei uma olhada na sinopse do sexto livro e na do primeiro livro da nova série da autora, Bloodlines, que é um spin-off (série derivada) de Vampire Academy. Mas isso não diminuiu a minha empolgação, ao contrário, fiquei ansiosa para saber como chega até ali. Mas, se você não gosta de spoilers, fique longe das sinopses!, rs



– Academia de Vampiros 1: O Beijo das Sombras (Vampire Academy)
– Academia de Vampiros 2: Aura Negra (Frostbite)
– Academia de Vampiros 3: Tocada pelas Sombras (Shadow Kiss)
– Academia de Vampiros 4: Promessa de Sangue (Blood Promise)
– Vampire Academy 5: Spirit Bound
(ainda não lançado no Brasil)
– Vampire Academy 6: Last Sacrifice (ainda não lançado no Brasil)


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25 de outubro de 2011

Primeiras Linhas #7

Essa é uma coluna em que eu trago as primeiras linhas, as primeiras frases de um livro qualquer.


O livro que escolhi dessa vez é o primeiro de uma série que OMG!!! Sabe aquelas séries que você a princípio não dá nada por elas e te pegam pelo pé?! É o caso da série Sociedade Secreta, da Diana Peterfreund. Não vou falar muito porque ainda vou fazer resenha deles (li os três já lançados no Brasil de uma vez e agora estou desesperada pelo quarto), mas OMG!, que série boa!!!

Então aí vai o comecinho do primeiro livro da série, Sociedade Secreta: Rosa & Túmulo. Diz se não dá vontade de ler?! ;D



Por meio desta, eu confesso:
sou membro de uma das mais infames
sociedades secretas do mundo.

Tenho certeza de que você já ouviu a lenda. Nós somos o segredinho sujo da Ivy League, que reúne as melhores universidades dos Estados Unidos. Mandamos no país, até nos estados com os quais você não pensaria que nos importamos, como Nebraska. Nós começamos guerras, coordenamos golpes de estado e participamos da redação das Constituições de todas as novas nações. Todo candidato à presidência do país é um membro — assim, quem quer que ganhe sempre estará sob nosso controle.
A mídia tem medo de nós, o que é bobagem, já que os diretores de todos os jornais e cadeias de televisão do país são membros de nossa irmandade. Controlamos todos os aspectos da mídia há mais de um século, desde decidir que filmes recebem aprovação para serem produzidos até a escolha do próximo vencedor do American Idol (você realmente acha que os votos via mensagem de texto contam?).
Somos donos da maioria dos prédios na universidade, assim como de boa parte dos terrenos da cidade, e temos isso sob vigilância, inclusive com escuta telefônica. A polícia local trabalha para nós. O prefeito está nas nossas mãos. Não há um estudante no campus que não tenha medo de passar por nosso imponente mausoléu de pedra.
Ser escolhido para a nossa sociedade é o bilhete de entrada para uma vida que supera os sonhos mais loucos de qualquer pessoa. O sucesso é nosso direito de nascença a partir do momento em que emergimos de nossos caixões de iniciação para nossas novas vidas como membros da sociedade. Qualquer emprego que quisermos está ao nosso alcance e qualquer emprego que não quisermos que nossos inimigos tenham está fora do deles. Recebemos muito dinheiro de presente quando nos formamos, assim como carros esporte, antiguidades valiosas e uma mansão em uma luxuosa ilha particular. Nunca seremos presos. Nunca ficaremos pobres. A sociedade cuidará disso.
Nossa lealdade para com a sociedade é mais importante que todo o resto em nossas vidas — nossas famílias, nossas amizades, até mesmo nossas vidas amorosas. Se qualquer um, até mesmo alguém de quem gostamos de todo o coração, mencionar o nome da sociedade em nossa presença, devemos deixar o aposento imediatamente e nunca mais falar com essa pessoa.
Nunca podemos contar a ninguém que somos membros. Não podemos jamais deixar que alguém que não seja membro entre em nosso mausoléu ou será morto.
Não podemos jamais abandonar a sociedade ou revelar nenhum de seus segredos ou nós seremos mortos.
______

Quais desses boatos são verdadeiros e quais são teorias de conspiração exageradas?
Eu lhe diria, mas aí teria que matá-lo.
Não acredita em mim? Tudo bem, então vire a página. Mas não diga que eu não avisei...

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17 de outubro de 2011

'Too Good to be True - Kristan Higgins'








Too Good to be True

Kristan Higgins







Seu noivo te largar três semanas antes do casamento já é ruim o suficiente. Imagina se ele faz isso porque se apaixonou por outra pessoa? E se essa pessoa é a sua irmã caçula, que, claro, para piorar a situação, também se apaixonou por ele? Pois isso foi o que aconteceu com Grace Emerson. Agora seu ex-noivo e sua irmã caçula estão felizes, irritantemente apaixonados e todas as pessoas que a conhecem a olham com pena, como se ela fosse a coitadinha abandonada. O lógico seria odiar os dois, certo? Mas como odiar Natalie, sua irmãzinha, aquela que, desde que os pais a trouxeram para casa do hospital, quando Grace tinha 4 anos, ela acredita que foi um presente para ela? A irmãzinha que ela sempre adorou e protegeu? Não é uma opção. Então, quando Natalie começa a se sentir culpada (oi? Ela está namorando o ex-noivo da irmã), Grace é capaz de tudo para que a irmã não sofra. Inclusive inventar um namorado que não existe só para que Natalie possa se sentir melhor – e claro, acabar com os olhares de piedade para o seu lado.


E foi assim que surgiu Wyatt Dunn, um cirurgião pediátrico, lindo, gentil, atencioso, e que existe apenas na cabeça de Grace. O namorado imaginário lhe deixa em uma posição confortável já que agora todos acreditam que ela realmente superou o ex e que está mesmo feliz por sua irmã, mas também faz com que ela tenha que fazer malabarismo para evitar que sua família o “conheça”. Além de tudo isso, ela tem um vizinho novo, um que na primeira vez que o viu ela achou que estivesse arrombando a casa ao lado e o acertou com um taco de hockey. E não é que mesmo com o olho inchado e o rosto cheio dos hematomas que ela causou, ele é bem atraente? Mas não, algo do passado dele o torna o cara errado. Mas mesmo assim, Callahan O’ Shea, o Cal, não sai do seu pensamento, nem seu humor afiado, seu corpo perfeito e seu lindo rosto.


Esse divertido livro, escrito pela americana Kristan Higgins, ganhadora do RITA, Romance Writers of America (um importante prêmio americano para escritores de romance), é narrado em primeira pessoa pela Grace. Acompanhamos suas obsessões, suas dúvidas e, principalmente, suas confusões, sendo a invenção de um namorado imaginário apenas o começo. Além disso, Grace está rodeada de personagens dos mais diferentes tipos. Tem o melhor amigo gay, seu companheiro para sair para dançar e assistir Project Runnaway; uma amiga meio exagerada que sufoca os homens e assusta todos os com quem sai; uma irmã mais velha meio mal-humorada mas sempre sincera; uma irmã caçula super protegida por todos; uma mãe excêntrica que se descobriu artista, fazendo bizarras esculturas de partes do corpo feminino; um pai preocupado, que não se conforma por ela ter escolhido uma carreira que pague tão pouco; uma colega de trabalho piranha (juro que essa é a expressão que o livro usa), uma avó ranzinza, um cara gato de tirar o fôlego, um ex-noivo apático e covarde, além de um cachorrinho muito fofo. *Ufa!*


Grace é professora de História em uma importante escola preparatória. Ela é apaixonada pela História americana, sendo seu tema favorito a Guerra Civil, Guerra de Secessão Norte Americana, disputada entre os estados do Norte e do Sul. Todo primeiro dia de aula ela começa lendo a Declaração de Independência dos Estados Unidos, e ela inclusive faz parte de um grupo que reencena as principais batalhas da Guerra Civil (como o pai da protagonista do filme Doce Lar), paixão essa que ela herdou do seu pai, um pacífico advogado que, nas horas vagas, gosta de fingir ser um dos importantes generais e gritar ordens, manejar canhões e baionetas como se estivesse realmente em um campo de batalha. Ela é a irmã do meio e sempre se sentiu como o patinho feio. Suas irmãs são extremamente lindas, Margaret um tipo de Nicole Kidman, Natalie praticamente a Cinderela. E ela? Ela se parecia com a bisavó russa – e não, isso não era uma coisa boa –, com seu cabelo crespo que nunca a obedecia.


Pelos olhos da Grace acompanhamos o conturbado casamento dos pais dela, a crise no casamento de sua irmã mais velha, a evolução no relacionamento de sua irmã caçula e seu ex-noivo (não por opção dela), além de acompanhá-la nas visitas que ela faz à casa de repouso onde sua avó mora e também à suas aulas de História, e as vezes em que ela involuntariamente - ou não - bisbilhota o vizinho (principalmente se ele está sem camisa no jardim). As partes em que Grace lembrava como era seu relacionamento com Andrew, como acabou e como ele começou a namorar a irmã dela foram um tanto entediantes. Talvez porque eu realmente não estava muito interessada em saber isso, queria ir logo para as confusões causadas pelo namorado imaginário e, é claro, passei todo o tempo ansiando pelas aparições do Cal *momento periguete literária*. O bom é que essas lembranças do passado não duram muito e eu pude ir para o que interessava.


Quando eu gosto de um livro eu o leio várias vezes, sem problema, aproveitando a leitura como se fosse a primeira, mas tenho muito chão pela frente se quiser alcançar Grace e seu livro preferido: E o Vento Levou, que ela leu 14 vezes!!! Não é a toa que ela considera Scarlett O’Hara, a personagem principal naquele livro, sua melhor amiga. Até me senti mal por nunca ter lido o livro, mas pelo menos vi o filme – apesar de ter certeza que não é a mesma coisa.


Enfim, um livro divertido, um romance fofo com um cara de tirar o fôlego – já contei que o Cal é de tirar o fôlego e eu fiquei apaixonada por ele? Pois é –, uma protagonista dedicada aos seus alunos, seus amigos, à família, família essa bem intrometida, e tudo isso me fez querer ler outros livros da autora. Ah, como eu adoro descobrir autores novos e entrar na neurose de querer todos os livros escritos por eles... rs



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12 de outubro de 2011

'Natal Mortal - J.D. Robb'







Natal Mortal
(Holiday in Death)
J.D. Robb





Estamos em clima de natal, com Roarke planejando festas e comprando árvores e enfeites, Eve se descabelando para pensar em um presente de natal para um homem que é dono de meio mundo (e mais alguns territórios a sua escolha), e um espertinho vestindo-se de Papai Noel e assassinando pessoas que ele considera seu “Verdadeiro Amor”, não antes de atá-las, estuprá-las, penteá-las e maquiá-las. Entre uma compra de natal e outra, Eve investiga quem se faz passar pelo bom velhinho para tirar a vida dessas vítimas tão diferentes umas das outras, com apenas uma coisa em comum...

Natal Mortal é o sétimo livro da Série Mortal. Sobre essa série só posso dizer que é viciante, acho que isso resume tudo. Para mais detalhes sobre ela tenho um post detalhado (clique aqui), mas para quem ainda não conhece é um romance policial futurista que se passa na Nova York de 2058, escrita por J.D. Robb, que é um pseudônimo da Nora Roberts, e acompanhamos a detetive Eve Dallas e cada um dos livros retrata um dos casos em que ela trabalha, no departamento de homicídios da polícia. A cada livro temos um assassino (ou mais), uma intrigante série de assassinatos e todo o trabalho da detetive para solucionar o caso e prender o responsável. Para contrabalancear, a parte leve da leitura cabe ao romance de Eve com o idolatrado Roarke, adorado por todas as leitoras da série, não à toa.

O assassino desse livro é um sujeito que tem a pachorra de se vestir de Papai Noel para se aproximar de suas vítimas, aproveitando o período natalino. Doentiamente ele as ataca, estupra, mas também as penteia e maquia, para finalmente estrangulá-las. Depois desinfeta todo o local, o corpo da vítima e deixa uma jóia que faz referência a uma canção de natal. Demorei para desconfiar do verdadeiro culpado e caí na pegadinha da autora que nos desvia para outro lado.

Na parte leve e divertida da história temos Eve tentando pensar em presentes de natal para seus amigos, coisa que ela nunca se preocupou muito antes, além de pensar em um presente para seu marido, que tem tudo e aquilo que ainda não tem, ele é o dono da empresa que fabrica. Falando em Roarke, sendo este seu primeiro natal com Eve ele está fissurado em criar tradições, como a de decorarem uma árvore de natal juntos, por exemplo. Me diverti demais com os atritos da Peabody e do McNab, e eu já estou torcendo por esses dois que vivem às turras e não ficam um minuto sem brigar. Como não se divertir com o chilique do McNab ao ver a Peabody vestida para trabalhar disfarçada? Impagável também, como sempre, é a relação de Eve com Summerset, o mordomo de Roarke, principalmente nesse momento em que eles estão passando por um tipo de trégua, o que irrita aos dois profundamente.

Os livros dessa série tem alguns dos melhores quotes, por isso eu não resisto em transcrever alguns aqui. Desse livro escolhi um momento singelo em que Eve e Roarke estão decorando a árvore de natal e conversando sobre o trabalho dela:


"Roarke levantou uma sobrancelha quando acabou de prender o pisca-pisca e pegou outro, avisando:
– Eu faria certas objeções se soubesse que a minha mulher anda saindo por aí com estranhos.
Eve foi até a bandeja de canapés e provou mais um, escolhido ao acaso.
– Não se preocupe que eu não iria dormir com nenhum deles... a não ser que o trabalho exigisse. – Sorriu para ele. – Mesmo assim, prometo que ia ficar pensando em você o tempo todo.
– Não levaria muito tempo, já que eu ia capá-lo e entregar o material para você analisar. – Continuou instalando o pisca-pisca enquanto ela quase se engasgava com o champanhe.
– Nossa, Roarke, estou só brincando.
– Hã-hã... Eu também, querida. Pegue mais um pisca-pisca para mim, por favor."



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7 de outubro de 2011

'O Herói Perdido - Rick Riordan'








O Herói Perdido
(The Lost Hero)
Rick Riordan







Quem já leu a série Percy Jackson & Os Olimpianos sabe que os grandes deuses gregos da antiguidade ainda circulam por aí, e que o Olimpo, que antes era na Grécia agora está localizado no alto do Empire State, em Nova York. Assim como nos tempos antigos, esses deuses ainda se relacionam com mortais, com quem têm filhos – os semideuses ou meio-sangues. Como os deuses, outros seres mitológicos também estão por aí, monstros, que perseguem os semideuses. Nós, reles mortais, não temos nem ideia de tudo isso por causa da poderosa “Névoa”, que não nos deixa ver o que realmente acontece e encobre o que alguns seres realmente são. Ser um semideus é perigoso, por isso, todos são levados para um lugar onde podem ser protegidos e também treinados para a luta. Esse lugar é o Acampamento Meio-Sangue.

Como eu disse, quem conhece a saga do Percy já sabe de tudo isso. Mas agora se inicia uma nova série, ambientada no mesmo mundo e cuja história tem inicio poucos meses depois do final de O Último Olimpiano. A novidade é que agora o Acampamento Meio-Sangue não acolhe apenas os filhos dos deuses Olimpianos, mas também de deuses menores como Iris, Hécate e Hipnos. Temos um novo Oráculo e uma nova Grande Profecia. E claro, novos heróis. Conhecemos Jason, Piper e Leo.

Jason acorda em uma excursão escolar e não se lembra de nada: quem é, de onde vem, quem é a garota de mãos dadas com ele ou o garoto na frente deles fazendo piadinhas. Antes mesmo que ele pudesse entender o que estava acontecendo ocorre um ataque de seres bem estranhos, o que os obriga a lutar com eles.

“Linda, inteligente e violenta. Jason adoraria lembrar que aquela era sua namorada.”

Piper sempre teve uma vida complicada, tentava se misturar às demais pessoas, mas sem se destacar, pois odiava que alguém a notasse, porém acabava sempre se sentindo excluída. Agora tudo piorou já que seu próprio namorado não se lembra dela, eles sofrem um ataque e são resgatados, junto com seu amigo Leo, por pessoas que insistem em dizer que eles são filhos de deuses. Ainda, seu pai desapareceu e ela teria que fazer algo bem ruim para tê-lo de volta. Algo que a fazia se sentir culpada e com muito medo.

“Piper voltou a olhar para a lâmina. Por um momento o próprio reflexo a ficou encarando, mas depois a imagem mudou. Ela viu chamas e uma face grotesca, que parecia entalhada numa rocha.”

Quem está se divertindo com essa história toda é o Leo. Quer dizer, isso é o que ele prefere que todos pensem. Fazendo piadinha sobre tudo, ele consegue esconder o quanto se sente deixado de lado, o quanto ainda sofre pela morte da mãe, pela habilidade perigosa que possui e por não ser bom com "formas orgânicas de vida". Como todo meio-sangue, Leo sofre de déficit de atenção, é hiperativo e não consegue ficar parado.

Os três são levados ao Acampamento Meio-Sangue onde descobrem de quem são filhos e ganham uma importante missão profetizada pelo Oráculo. Descobrem quais as responsabilidades de um semideus, os perigos que isso acarreta e o destino de alguns que vieram antes deles.

“ – Maldições e mortes – Leo falou sozinho. – Está ficando cada vez melhor.”

Jason descobre como perdeu sua memória e lidera seus amigos para um resgate, que também fará com que sua memória seja devolvida. Em paralelo, ainda há um velho conhecido que está desaparecido, os deuses do Olimpo resolveram se tornar incomunicáveis e uma grande ameaça está prestes a despertar.

Tenho que dizer que fiquei chateada com resenhas que li desse livro que contaram logo de cara de quem os três heróis principais eram filhos. Tirando o Leo, que era óbvio já pelas informações sobre ele constantes da orelha do livro, dos outros eu gostaria de ter descoberto aos poucos com as dicas que o livro deixa. Já saber, mesmo que sem querer, me deixou um pouco frustrada. *hunf*

Voltando ao livro, como eu já contei nas resenhas dos livros do Percy Jackson, eu sempre adorei a mitologia grega, todos os mitos, deuses e heróis, então o que mais me atrai nesses livros, e o mesmo acontece com o O Herói Perdido, é reconhecer algumas das histórias, alguns dos seres. Aquela sensação de “ei, eu conheço essa história”. Algumas eu me lembrava bem, outras nem tanto, mas é inegável que mesmo quem não conhece muito bem a mitologia ganha uma grande aula do tio Rick.

Apesar de ambientadas em um mesmo universo, essa série é diferente da PJ&O, a começar pela narrativa, que naquela era em primeira pessoa e nessa, pelo menos nesse primeiro livro, é em terceira, alternando o ponto de vista dos três personagens principais. Gostei de cada capítulo nomear e no alto de cada página ser demonstrado de quem é o ponto de vista. Em um primeiro momento senti falta do Percy como narrador, de suas tiradinhas irônicas, mas a escrita do autor é tão envolvente que logo nos acostumamos e nos apegamos aos novos personagens, principalmente ao Leo, tão fofo, que dá vontade de colocar no colo, rs

E o que foi o final? Como não querer uma continuação? O Herói Perdido é o primeiro livro da Série Os Heróis do Olimpo, cujo segundo livro, “The Son of Netuno” está para ser lançado nos EUA (isso se já não foi). Mais um lançamento para ficarmos esperando ansiosamente.


Os Heróis do Olimpo 1: O Herói Perdido (The Lost Hero)
Os Heróis do Olimpo 2: The Son of Netuno (ainda não lançado)


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5 de outubro de 2011

Primeiras Linhas #6

Essa é uma coluna em que eu trago as primeiras linhas, as primeiras frases de um livro qualquer.


Estou em falta com o blog e nas minhas visitas aos outros blogs que gosto tanto... Primeiro passei alguns dias trabalhando demais, depois minha cachorrinha fugiu, e está sumida há quase uma semana. Nesse tempo ando alucinada procurando por ela e angustiada demais para fazer qualquer outra coisa. Ah, sim, também estou a ponto de voar no pescoço do próximo que vier me dizer que "cachorros fogem mesmo".

Enfim, cessando a divagação e voltando ao ponto da coluna, minha escolha de hoje é um livro sobrenatural, porque nada melhor para nos tirar a cabeça dos problemas que uma boa história sobrenatural. Wake, o primeiro livro da série Dream Catchers da Lisa McMann é uma dessas (apesar de o meu favorito da série ser Fade).
Será que o Cabel me ajuda a achar minha cachorrinha perdida? =´´(


"9 de dezembro de 2005 12h55

O livro de matemática de Janie Hannagan escorrega de seus dedos. Ela agarra a borda da mesa na biblioteca da escola. Tudo fica escuro e silencioso. Suspira e descansa a cabeça sobre a mesa. Tentou escapar dessa, mas sua tentativa foi um fracasso deprimente. Ela está muito cansada hoje. Com muita fome. Realmente não tem tempo para isso.
E então.

Está sentada nas arquibancadas no estádio de futebol, piscando os olhos debaixo das luzes, calada em meio aos gritos da multidão.
Olha de relance para as pessoas sentadas a seu redor nas arquibancadas - colegas de classe, pais - tentando identificar o sonhador. Ela consegue dizer que este sonhador está com medo, mas onde está ele? Em seguida, lança um olhar ao campo de futebol. Encontra-o. Revira os olhos.
É Luke Drake. Sem sombra de dúvida. Afinal, ele é o único jogador nu no campo para o jogo de homecoming."

***