Meus Discos e Livros e Tudo o Mais!: Julho 2011

29 de julho de 2011

'Eu Sou o Número Quatro - Pittacus Lore'







Eu Sou o Número Quatro
(I Am Number Four)
Pittacus Lore









“No início éramos um grupo de nove.
Três se foram, morreram.
Agora restam seis.
Eles estão nos caçando e não vão parar enquanto não matarem todos.
Eu sou o número quatro.
Sei que sou o próximo.”


O planeta Lorien foi invadido e praticamente devastado por seres hostis de um outro planeta, os Mogadorianos, que destruíram os recursos do próprio planeta e seguiram a Lorien para se apossarem do que encontrassem lá. Seus habitantes resistiram, lutaram até o fim, mas isso não foi suficiente. Como última alternativa reuniram um grupo de nove crianças, cada uma com seu Cêpan (uma espécie de guardião), e os enviaram em uma nave para a Terra, o planeta habitável mais próximo. A cada uma dessas crianças foi dado um amuleto e um número e elas foram protegidas por um feitiço que impedia que fossem mortas se não na ordem específica de seus números. Era o máximo que podia ser feito para dificultar a inevitável caçada dos Mogadorianos. Deveriam permanecer escondidas na Terra até que desenvolvessem seus Legados – poderes específicos que os permitiriam lutar – quando poderiam se juntar e lutar contra os inimigos e finalmente voltar a Lorien. Deveriam ainda ser mantidos separados, cada um em um canto da Terra, para que o feitiço protetivo tivesse efeito. Ainda que distantes, os nove tinham uma ligação muito forte, o que permitia que todos soubessem o que acontecia aos demais. Foi assim que ficaram sabendo da morte do Número Um, do Número Dois e do Número Três. Assim que sentiu a morte deste último, o Número Quatro soube que era hora de fugir novamente.

Nos dez anos em que estão escondidos na Terra, o Número Quatro e seu guardião, Henri, não fazem outra coisa que não fugir. Nunca passam mais que alguns meses em cada lugar, sem nunca criar laços, fazer amizades, mas misturando-se entre os humanos. Depois da morte do Número Três, o Quatro precisava ficar mais atento que nunca. Ele sabia que era o próximo. Pronto para começar uma nova vida ele escolhe um novo nome, John Smith. Já no primeiro dia de escola as coisas são diferentes. Primeiro porque ele conhece a garota mais bonita que ele já viu na vida, Sarah, depois porque algo bem estranho começa a acontecer com suas mãos. Quando ele menos esperava, o primeiro de seus Legados começa a se desenvolver, o que significa que ele está ficando mais forte, e que a hora de enfrentar os Mogadorianos está cada vez mais próxima. Justo agora que ele finalmente achou um local que lhe deu a sensação de casa, e que lhe fez querer não mais fugir.

“Eu Sou o Número Quatro” é o primeiro livro da série sobre os Legados de Lorien. A história me interessou desde que eu li a frase da capa, mas o livro acaba sendo ainda melhor do que eu esperava. Além da trama bem contada e interessante, os personagens são extremamente cativantes. Até demais. Tanto que me apeguei a um personagem a quem não devia ter me apegado, porque sofri tanto com ele, sofri tanto por ele.

Em alguns momentos me peguei tensa, prendendo a respiração a espera de como essa ou aquela situação se resolveria. Para falar a verdade, estou escrevendo essa resenha imediatamente depois de terminar a leitura e ainda estou um pouco tensa com os acontecimentos finais, e extremamente ansiosa para ler os livros seguintes e saber como a história continua. Ainda mudaria algo do final que me abalou, mas por outro lado talvez tenha sido o final forte que a história precisava. Mas isso não me impede de ainda sofrer um pouquinho.

O autor se auto intitula o ancião principal de Lorien e diz ter estado na Terra pelos últimos anos se preparando para a guerra decisiva. É inclusive mencionado durante o livro que foi ele que reuniu os anciões antes do ataque e que em Lorien existia uma estátua dele. Na realidade Pittacus Lore é o pseudônimo de dois autores americanos, James Frey e Jobie Hughes, mas não há nenhuma referência a eles no livro. Principalmente porque James Fray andou se envolvendo em algumas polêmicas literárias que praticamente lhe custaram a carreira. É divertido ler entrevistas de Pittacus Lore pois ele em nenhum momento se apresenta como apenas um pseudônimo, ou trata a história como ficção. Em suas respostas é tudo verdade e ele realmente é o líder dos anciões de Lorien. Por exemplo, quando perguntado sobre quantos livros terá a série ele responde que os livros podem acabar se os Lorien perderem a guerra pois eles terão sido todos eliminados. Se tudo correr conforme o planejado, entretanto, serão 5 livros.

Como disse, a trama é muito interessante e Lorien é um planeta fascinante, cheio de segredos, que apenas começamos a descobrir nesse livro. Sabemos que houve um ataque, mas como nosso protagonista-narrador era muito pequeno quando tudo aconteceu ele não lembra de tudo, então também não sabemos bem como tudo se desenrolou. Com o passar da narrativa John tem alguns flashs de lembrança, algumas delas induzidas, que o fazem ver os eventos, mas muito ainda é um mistério. Há ainda um baú que é o único bem que ele e Henri levam para todos os lugares que se mudam que também guarda muitos segredos.

Falando em John, foi bom conhecer a história por sua perspectiva, considerando que vamos descobrindo muitas coisas com ele, e acompanhamos seus sentimentos conflitantes. Por vezes ele é um tanto egoísta, mas, alienígena ou não, ele no fundo é só um garoto de 15 anos, ainda meio perdido na vida, então o perdoamos. O romance dele com Sarah é bem bonitinho e nos faz torcer para eles conseguirem ficar juntos. É aquele romance típico dos livros YA, amor eterno a primeira vista, mas ainda assim bonitinho.

Gostei muito do Henri também, o guardião de John, e mais do que isso, um pai para ele, o protegendo, o ensinando, treinando, e sempre lhe dando esperança, além de alimentar o sonho de salvar seu planeta e um dia poder voltar para casa. Outro que é um fofo é o Sam, o primeiro amigo de verdade que John faz na vida. Ironicamente, Sam é fissurado por teorias da conspiração sobre invasões alienígenas, e tem certeza que eles estão entre nós. Mal sabia ele o quão certo estava. Ainda temos a durona e corajosa Seis, que conhecemos nesse livro, e espero que tenhamos mais notícias dela no próximo. Já adianto que os Legados dela são os mais legais.

Bom, eu adorei o livro, mas pelo que vi por aí, fãs ferrenhos de ficção científica o acharam meio fraco. Eu fico aguardando ansiosa pelos demais livros e, enquanto isso, ainda preciso assistir ao filme baseado neste início de série e ver se é tão bom quanto o livro! =D

O segundo livro da série, The Power os Six, está previsto para ser lançado no próximo mês, lá nos EUA. Por aqui parece que sai ainda esse ano. A sinopse dá a entender que é narrado pelo Número Sete, e não, eu não confundi os números. Presumo que o "Seis" do título se refira aos 6 sobreviventes. Enfim, como eu sou curiosa, fui atrás de resenhas de quem leu um ARC e já sei que apesar de em parte ser mesmo narrado pela Número Sete, também continuamos acompanhando o John e seu ponto de vista.

Quanto à história da querida Número Seis, acabou de ser lançado um e-book, apenas lá fora, que conta o que aconteceu com ela, antes de seu encontro com o John. Não sei se esse livro será publicado ou se será lançado por aqui (deveria!). Desnecessário dizer que estou imensamente curiosa para ler os dois!!



Os Legados de Lorien #1: Eu Sou o Número Quatro (I Am Number Four)
Os Legados de Lorien #1.5: I Am Number Four - The Lost Files: Six's Legacy (disponível apenas em e-book, nos EUA)
Os Legados de Lorien #2: The Power of Six (ainda não publicado)


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28 de julho de 2011

Esse mês no Subtítulo: "Estação Carandiru"

Já contei isso aqui mas, para quem não sabe, escrevo uma coluna no blog Subtítulo, intitulada Cinelivros, que trata dos livros que tiveram adaptações cinematográficas.

Agora a coluna é mensal e a desse mês já está no ar (veja aqui) e é sobre uma obra nacional: Estação Carandiru, do Drauzio Varella, que ganhou sua versão cinematográfica em 2003.


[...]
Mais que um best-seller, é um fenômeno editorial, e nele o autor relata sua experiência. Conta o que presenciou ou ouviu dos presidiários com quem conviveu durante seus anos trabalhando na Casa de Detenção de São Paulo, o “Carandiru”.
Durante tais anos, Drauzio Varella tratou os doentes, tentou conscientizá-los quanto a questões de saúde, prevenir doenças, e ouviu muitas histórias. Juntando sua própria experiência, tudo o que viu e as histórias que ouviu, transformou em um livro. As histórias são as mais variadas e interessantes por serem reais. O autor também descreve com detalhes o complexo penitenciário, seus inúmeros pavilhões e a rotina do lugar. A mais importante das histórias contadas – e a de maior repercussão – talvez seja a do massacre ocorrido em 1992, em que a rebelião de um dos pavilhões e posterior invasão de policiais culminou na morte de inúmeros detentos – fato que ficou conhecido como Massacre do Carandiru.
[...]



Confiram o texto completo por! ;D


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22 de julho de 2011

'Virtude Indecente - Nora Roberts'







Virtude Indecente
(Brazen Virtue)
Nora Roberts







A sempre perfeita e organizada Kathleen passou por um difícil divórcio e agora tentava se estruturar e juntar dinheiro para lutar na justiça pela guarda de seu filho. Como seu salário de professora não era suficiente, ela conseguiu um incomum emprego numa empresa de tele-sexo. Com sua voz, aguçava a fantasia de diversos homens. A escritora de livros policiais Grace McCabe nunca foi muito próxima de sua irmã Kathleen, mas quando essa estava passando por um momento difícil, ela foi a Washington para ajudar como pudesse. Ficou em dúvida ao descobrir a inusitada profissão da irmã, mas como tudo se limitava ao telefone, achou que não haveria problema. Elas não contavam que a voz de Kathleen pudesse despertar a obsessão de um ouvinte, obsessão tal que ocasionou um ataque e o brutal assassinato dela. Agora Grace não medirá esforços para descobrir o assassino de sua irmã, nem mesmo se oferecer como alvo para atraí-lo. Ela contará com a ajuda de um vizinho, que coincidentemente vem a ser um detetive da divisão de homicídios, Ed Jackson.

Esse é o segundo e último livro da série D.C. Detectives, cujo primeiro é o Pecados Sagrados (resenha aqui). Para quem leu o livro anterior Ed é um velho conhecido, parceiro do protagonista daquele, Ben Paris. Gosto dessas histórias em que já conhecemos um pouquinho dos personagens, que eram secundários em outros livros e depois se tornam protagonistas, como é o caso do Ed. Já gostava muito do gentil gigante ruivo, natureba, tranquilo, com seus hábitos saudáveis e seu sempre presente saquinho de chá no bolso. Ele está reformando a casa caindo aos pedaços que comprou no livro anterior, e que é justamente vizinha da casa de Kathleen. O que ele não esperava era que sua vizinha seria a primeira de uma série de mortes de funcionárias da dita empresa de tele-sexo, a Fantasia, e que ele se veria tão envolvido com a irmã dela.

No caso policial do livro, diferente do anterior, já sabemos desde o início quem é o assassino, e acompanhamos detalhadamente o encontro dele com cada uma das vítimas, e o que levou aos ataques. Ouvindo o que essas mulheres dizem, o assassino confunde as promessas feitas nas eróticas ligações e vai atrás delas exigindo que aquilo se cumpra. Quando não recebe o que buscava, as tacha de mentirosas e vagabundas, as estupra e mata. Por um lado é bom já saber quem é o responsável, mas eu prefiro quando há suspense, quando analisamos cada detalhe para tentar descobrir antes quem é o culpado. Por isso gosto mais do Pecados Sagrados, cujo caso policial é angustiante, e o suspense dá todo um charme à história. Também gostei desse, mas ainda prefiro o outro.

Seguindo a linha da série, o romance não é o enfoque principal, mas Ed e Grace são um casal muito bonitinho, que vão desenvolvendo seus sentimentos em meio à turbulência de uma investigação policial. Tess e Ben, protagonistas do livro anterior, também estão presentes como personagens secundários, e as análises psicológicas que tanto chamam atenção no primeiro livro também estão inseridas aqui, na figura da psiquiatra Dra. Tess. Esse livro serve como um bom complemento, mas ainda acho o Pecados Sagrados um livro mais completo – e complexo. Mas o Ed é um personagem cativante, que vale a pena conhecer melhor, e já vale a leitura.



D.C. Detectives #1: Pecados Sagrados (Sacred Sins)
Ben Paris e Tess Court
D.C. Detectives #2: Virtude Indecente (Brazen Virtue)
Ed Jackson e Grace McCabe



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20 de julho de 2011

1 ano... e 1 mês?



Pense em uma pessoa desligada. Não, não, melhor, pense em uma pessoa relapsa. Sim, sou eu. É a única desculpa para a pessoa aqui esquecer algo tão importante. O blog comemorou 1 ano!... no mês passado... e o que eu fiz? Esqueci! Eu sei, shame on me! =(

Tinha pensado em algumas coisas para fazer com 1 ano de blog mas minha vida anda tão atrapalhada nos últimos meses que parece que eu acordei um dia e me dei conta de repente que, Meu Deus! Já é julho! Pois é...

Enfim, o post é mais para agradecer a todos que nesse ano (e um mês) me visitaram, deixaram recados e sempre foram tão carinhosos comigo e me deixam feliz por não estar escrevendo para as paredes, rs.

Agora espero que quando o próximo aniversário do blog chegar eu seja uma boa dona de blog e não esqueça. hihi

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18 de julho de 2011

Primeiras Linhas #2

Essa é uma coluna semanal em que eu trago as primeiras linhas, as primeiras frases de um livro qualquer. Lógico, é mais legal se esse início for interessante e até desperte, nem que seja um pouquinho, interesse pelo livro.

O "Primeiras Linhas" dessa semana é em homenagem a uma das personagens mais famosas da literatura chick-lit. Tem gente que se irrita com ela, que a acha incorrigível já que ela é uma compradora compulsiva, que até melhora no decorrer dos livros de sua série, mas nunca se cura... e se mete em confusões gigantescas por isso.

Estou falando da Becky Bloom, e eu a adoro! Com seus defeitos e tudo. Me divirto horrores com ela e não vejo a hora de ler o sexto livro da série.

Para dar um gostinho, aqui vai o começo do primeiro livro da série, Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, da Sophie Kinsella.

"Tudo bem. Não entre em pânico. É só uma conta do VISA. Só um pedaço de papel; alguns números. Quero dizer, que poder têm uns poucos números para nos amedrontar?
Pela janela do escritório, olho para um ônibus descendo a Oxford Street. Quero abrir o envelope branco sobre minha escrivaninha desarrumada. “É só um pedaço de papel”, repito para mim mesma pela milésima vez. E não sou burra, sou? Sei exatamente qual é o valor desta conta do VISA.
Mais ou menos.
Vai ser cerca de... 200 libras. Talvez trezentas. Sim, talvez trezentas. Trezentas e cinqüenta no máximo.
Indiferente, fecho os olhos e começo a calcular. Teve aquele tailleur na Jigsaw. E aquele jantar com Suze no Quaglino’s. E aquele lindo tapete vermelho e amarelo. O tapete foi 200 libras, imagine. Mas definitivamente valeu cada centavo – todos os admiraram. Pelo menos Suze.
E o tailleur da Jigsaw estava em liquidação – por 30% a menos. Portanto, na verdade, foi uma economia de dinheiro.
Abro meus olhos e estico a mão para a conta. Quando meus dedos alcançam o papel, lembro-me das novas lentes de contato. Noventa e cinco libras. Um bocado. Mas, afinal, tive que comprar, não tive? O que devo fazer, andar por aí sem enxergar nada?
E precisei comprar umas loções novas, uma caixinha bonitinha e um delineador hipoalergênico. Isso eleva para... quatrocentos?
De sua mesa de trabalho na sala ao lado, Clare Edwards olha para mim. Está separando todas as suas cartas em pilhas como faz todas as manhãs. Embrulha cada uma num elástico e as classifica com dizeres do tipo “Responder imediatamente” e “Responder sem urgência”. Odeio Clare Edwards."



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14 de julho de 2011

'The Trouble With Valentine’s Day - Rachel Gibson'






The Trouble With Valentine’s DayRachel Gibson









É dia dos namorados e todos os bares e restaurantes estão cheios de corações decorados e casais apaixonados. Sentada sozinha no bar, Kate só consegue pensar em quanto esse dia é péssimo. Claro que a opinião dela é totalmente baseada no fato de que ela acabou de descobrir que seu ex-namorado, que não quis se casar com ela mesmo após um relacionamento de anos, está de casamento marcado com a nova namorada, que ele conhece apenas há poucos meses. Mais uma vez Kate Hamilton se decepciona com os homens. Os homens reais sempre a magoaram, mas ela ainda tinha suas fantasias. Uma delas era ser segura o bastante para escolher um atraente desconhecido em um bar, usar e abusar dele por uma noite e nunca mais o ver. Mas ela nunca foi capaz de fazer isso. Como se pensar em seu homem de fantasia o fizesse se materializar, entra no bar um atraente desconhecido e se senta ao lado dela. Eles começam uma conversa, ele é gentil, bonito, parece gostar dela, então Kate pensa, “por que não?”. Ela joga seu charme e faz ao desconhecido uma proposta indecente que ele, educadamente, recusa e vai embora. Kate fica se sentindo humilhada, rejeitada, mas feliz que pelo menos nunca mais verá esse cara de novo.

Até pouco tempo Kate morava em Las Vegas e era uma detetive particular. Porém, após uma de suas investigações acabar tragicamente, ela pede demissão e decide passar algum tempo com seu avô na cidade de Gospel, ajudando-o com o mercado do qual ele é dono e cuida sozinho desde a morte da avó de Kate, há 2 anos. Ela acredita que é disso que precisa depois de seu namoro fracassado e desastre no trabalho, um tempo longe de tudo, numa cidade como Gospel, cuidando do seu avô. Tudo vai bem até que Stanley, o avô, insiste em lhe apresentar o dono da loja de materiais esportivos do outro lado da rua, que acaba de voltar de viagem...

Rob Sutter tinha a vida que sempre sonhou. Era uma estrela do hockey, jogador do Seattle Chinooks, no auge de sua carreira e os jogadores dos times adversários o temiam. Sua filhinha tinha acabado de nascer e estava tentando fazer seu casamento com a mãe dela funcionar, apesar do relacionamento conturbado que sempre tiveram. Contudo, tudo isso vai por água a baixo quando em um dos jogos em outra cidade ele conhece uma groupie em um bar, não resiste à proposta dela e, após uma noite juntos, ela passa a deixar milhares de mensagens, perseguí-lo, até o dia que o encontra. Rob acorda para descobrir que sua carreira está encerrada, sua esposa quer o divórcio e ele quase perdeu sua vida. Ele decide se mudar para Gospel, cidade em que sua mãe mora, e mudar de vida. Abre uma loja de materiais esportivos e promete nunca mais sair com mulheres que conhece em bares, pois elas podem se tornar psicopatas. Ele viu acontecer. Isso até o dia em que conhece uma ruiva que o deixa tentado a rever sua decisão. Apesar de ter recusado sua proposta, não consegue parar de pensar nela, fantasiar sobre ela. Qual não é sua surpresa ao saber que ela não é uma desconhecida em um bar mas a neta do dono do mercado do outro lado da rua.

Esse é o terceiro livro da Série sobre os jogadores do Chinooks Hockey Team e se o “See Jane Score” (resenha aqui) é o que mais trata dos bastidores dos jogos de hockey, esse é o que menos fala do esporte. Faz parte da série pois seu protagonista é um dos jogadores do time, ainda que aposentado, e foi presença constante no livro anterior. Além de ser o terceiro livro sobre os jogadores de hockey é o segundo livro da autora que se passa na cidade de Gospel.

A pequena cidade de Gospel, no estado de Idaho, nos Estados Unidos, é um maravilhoso capítulo à parte. É daquelas cidades que só tem um semáforo, que todos se conhecem pelo nome, as senhorinhas são fofoqueiras e cuidam da vida de todo mundo, e os moradores são os mais excêntricos e divertidos ever. A cidade é tão convidativa que me deu vontade de reler o outro livro que a tem como cenário, o “True Confessions”. Quem sabe após eu terminar de reler os dos jogadores de hockey. ;D

Outro ponto alto é o relacionamento de Kate e seu avô. Ele é um viúvo que ainda está lidando com a perda de sua companheira da vida toda. Ainda mantém as coisas do mesmo jeito que ela deixou, mesmo após 2 anos, e administra o mercado da mesma forma que há 40 anos. Kate e ele tem muitas brigas pois ela quer que ele modernize tudo e ele se recusa. Stanley ama sua neta, gosta de a ter por perto, mas ele sempre soube se cuidar sozinho e está lidando com a perda de sua mulher a seu tempo. O que ele não entende são as atitudes moderninhas, feministas e teimosas de sua neta e acredita que seja por isso que ela continua solteira. Se ela fosse uma pessoa um pouco mais fácil de se lidar, o rapaz, dono da loja do outro lado da rua, de quem ele tanto gosta, podia se interessar por ela. Mal sabe ele que o que Rob mais gosta nela é exatamente esse jeito teimoso, altivo e a necessidade que ela tem de falar tudo o que pensa e não baixar a cabeça para nada. Isso e seu cabelo ruivo e suas longas pernas, é claro.Essa é a parte da resenha que eu lamento que nenhum dos livros dessa série foi publicado no Brasil. Mais um livro recomendadíssimo (o que é a minha opinião sobre todos os livros da Rachel Gibson) que apesar de pertencer a uma série, sua história é autônoma e pode ser lido independente dos outros, mas, é mais gostoso ler na ordem #ficadica




The Chinooks Hockey Team Series #1: Simply Irresistible 
John “The Wall” Kowalsky and Georgeanne Howard
The Chinooks Hockey Team Series #2: See Jane Score 
Luc “Lucky” Martineau and Jane Alcott
The Chinooks Hockey Team Series #3: The Trouble With Valentine’s Day 
Rob “The Hammer” Sutter and Kate Hamilton
The Chinooks Hockey Team Series #4: True Love and Other Disasters 
Ty “Saint” Savage and Faith Duffy
The Chinooks Hockey Team Series #5: Nothing But Trouble 
Mark “The Hitman” Bressler and Chelsea Ross
The Chinooks Hockey Team Series #6: Any Man of Mine 
Sam Leclaire and Autumn Haven




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11 de julho de 2011

Primeiras Linhas #1

O comecinho do livro, aquelas primeiras frases, muitas vezes são o que atiçam a nossa vontade de lê-lo. É o que lemos quando o folheamos na livraria antes de comprá-lo (vocês não fazem isso? Sou só eu? =S), e podem fazer a diferença entre querer ler até o final ou não. Claro que para essa decisão de ir até o fim é preciso mais que as primeiras linhas, mas se essas já forem interessantes já é um grande passo.

O "#1" do título já indica que esse será o primeiro de muitos posts. Na verdade pretendo fazer um desse toda semana. A ideia é trazer as primeiras linhas, primeiras frases de um livro qualquer. Lógico, é mais legal se esse início for interessante e até desperte, nem que seja um pouquinho, interesse pelo livro.

Bom, as "Primeiras linhas" dessa semana é o começo de um livro muito bom, que gosto muito e inclusive já resenhei no blog: O Vendedor de Armas, do Hugh Laurie (resenha aqui)

Espero que gostem tanto quanto eu.


"Imagine que você precisa quebrar o braço de alguém.
Não interessa se é o direito ou o esquerdo. O ponto é que você precisa quebrá-lo, porque se não o fizer... bom, isso não importa também. Vamos dizer que coisas ruins vão acontecer se você não fizer isso.
O que quero perguntar é o seguinte: você quebraria o braço da pessoa rapidinho – tipo crack, oops, desculpe, deixa eu ajudar você com esta tala improvisada – ou prefere fazer aquele serviço completo que dura uns bons oito minutos, aumentando a pressão aos poucos, até que a dor fique rosa e verde e quente e fria e tudo isso junto, o que a torna dolorosamente insuportável?
Exatamente. É claro. O certo a fazer, a única coisa a se fazer, é resolver a coisa logo, o mais rápido possível. Quebre o braço, ofereça um conhaque e seja um bom cidadão. Não pode haver nenhuma outra resposta.
A menos que.
A menos que, a menos que, a menos que...
E se você odiasse a pessoa do braço? Quero dizer, se odiasse muito, mas muito mesmo.
Isso era algo que eu tinha que considerar agora.
Quando digo agora, quero dizer naquela hora, naquele momento em que eu estava querendo descrever; o momento em câmera lenta, ah, maldita câmera lenta, antes de o meu punho alcançar a parte de trás do meu pescoço e meu úmero esquerdo se quebrar em pelo menos dois, ou muito possivelmente mais, pedaços moloides presos um ao outro.
O BRAÇO DO qual estávamos falando, como pode ver, era o meu."




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5 de julho de 2011

'A Dieta das Chocólatras - Carole Matthews'








A Dieta das Chocólatras
(The Chocolate Lovers' Diet)
Carole Matthews







EMERGÊNCIA CHOCOLATE!!

Nessa sequência do livro O Clube das Chocólatras (resenha aqui), suas participantes Lucy, Chantal, Nadia e Autumm, estão de volta. Na verdade a história continua do ponto que parou, e essas garotas continuam com os mesmos problemas, embora um tanto agravados: Nadia e seu marido viciado em jogos, Chantal tentando se conciliar com seu marido, Ted, Autumm com seu irmão que só lhe trás problemas, cada vez mais complicados – e perigosos, além de Lucy e seus intermináveis conflitos amorosos e enorme capacidade de fazer besteiras.

Sendo uma sequência, é difícil contar qualquer coisa sobre ele que não entregue o final do livro anterior, mas vou tentar. O livro começa pouco tempo depois dos acontecimentos do O Clube das Chocólatras. Todos os personagens do livro anterior estão presentes. Todos mesmo, até um que eu não esperava rever. Entre os personagens que voltam está Clive, um dos donos do Paraíso do Chocolate, ponto de encontro, reduto e templo da perdição para essas viciadas em chocolate. Clive aparece no primeiro livro – bem como seu companheiro Tristan – mas sua participação é muito maior nesse, o conhecemos melhor, nos apegamos mais a ele e ainda o vemos em situações bem engraçadas.

Segue a mesma fórmula do primeiro livro, alternando as histórias das quatro, sendo que apenas a da Lucy é narrada em primeira pessoa. Também como no livro anterior, as referências aos mais diversos tipos de chocolate são infinitas. As protagonistas chegam ao cúmulo de encontrar um spa que oferece tratamentos de beleza com produtos a base de chocolate. Elas definitivamente levam esse vício às últimas consequências. E nós ficamos com aquela permanente vontade de comer chocolate durante toda a leitura! rss

Também é um livro divertido, com situações muito engraçadas, mas trata de alguns assuntos mais sérios. Confesso que algo extremamente inesperado acontece, e a cena me deixou um pouco sem fôlego. Não esperava de forma alguma que aquilo acontecesse. Pra dizer a verdade, durante as páginas seguintes eu ainda fiquei pensando que tinha entendido errado...

Em um ponto ou outro tive vontade de colocar as protagonistas no colo, do tanto que as coitadinhas sofreram, com exceção da Lucy, já que toda a confusão em que ela se meteu foi porque ela, a todo momento, mete os pés pelas mãos. Na verdade, várias vezes tive vontade é de dar uns tapas na orelha dela para ver se ela acordava, principalmente depois do paintball (ai Paquera... *suspira*). Mas nem isso me fez deixar de gostar dela. A Lucy não seria a Lucy se não se metesse em encrencas das mais inusitadas. Para falar só de uma, qual a dúvida de que ir se consolar com um ex babaca ia acabar mal? Mas com certeza todas as confusões dela tornam tudo muito mais engraçado.

Tenho uma reclamação a fazer em relação à capa. A capa do primeiro é tããão mais bonita, a do segundo não é tão... apetitosa! Não gostei do rosa, não gostei da mão, não gost... Enfim, o que importa é o quanto o livro é bom, então a gente ignora a capa dele!! rs

Apesar de ter gostado mais do primeiro, esse segundo livro também é muito bom e espero que haja outros, pois eu sou curiosa e algumas perguntas ficaram sem resposta, por exemplo, como será que Chantal irá se virar como... e quem será o...?; E Nadia, vai superar a... e ela e o...? (estou torcendo que sim); e quanto a Autumm e seu...?; E Lucy, será que ela vai conseguir estragar tudo mais uma vez?

Tomara que a Carole tenha pena de seus leitores curiosos e escreva mais sobre essas quatro. De acordo com algumas entrevistas que li da autora, ela pretende escrever um terceiro livro para a série. Segundo ela, ainda veremos essas garotas, e ela ainda não terminou de contar a história delas. Sobre essa possível sequência só digo uma coisa: Por favor!


Chocólatras #1: O Clube das Chocólatras (The Chocolate Lovers' Club)
Chocólatras #2: A Dieta das Chocólatras (The Chocolate Lovers' Diet)







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