Meus Discos e Livros e Tudo o Mais!: 2011

31 de dezembro de 2011

Um Desafio Realmente Desafiante




Normalmente eu fujo de desafios, metas e expectativas literárias porque tenho tendência a acabar frustrada. Mas, não é que resolvi fechar o ano aceitando um desafio literário? Veja só, rss. E não é qualquer desafio, é um Desafio Realmente Desafiante!, proposto pela Clícia do blog Silêncio Que Eu To Lendo. Gostei desse desafio mais do que dos outros porque nele eu não preciso estabelecer minhas metas agora, o que eu achei ótimo porque, né, sabe-se lá o que eu vou estar com vontade de ler em agosto, por exemplo? Muita antecipação pro meu gosto, rs


Mas, vamos aos itens a serem cumpridos durante o ano:

Janeiro: Ler um livro de um autor europeu.
Fevereiro: Ler um livro que tenha um personagem com a inicial do nome igual a do seu nome.
Março: Ler um livro com a capa verde, vermelha ou azul.
Abril: Ler um livro que tenha cenas que se passem na Africa ou na Ásia. Não precisa ser o livro todo, mas pelo menos algumas cenas!
Maio: Ler um livro que seja o último de alguma série.
Junho: Ler um livro que Virou Filme.
Julho: Ler um livro com mais de 500 páginas.
Agosto: Ler um livro lançado no ano do seu nascimento.
Setembro: Ler um livro de um autor que já é falecido.
Outubro: Ler um livro de um autor do seu estado.
Novembro: Ler um livro bem fininho. Com menos de 200 páginas.
Dezembro: Ler um livro que você tenha ganho de presente.


Então é isso, o autor europeu de janeiro já está escolhido, mas só conto no mês que vem - aquele mês que começa amanhã ;D. Quanto ao resto, não faço a mínima ideia de quais serão minhas escolhas, principalmente o do ano do meu nascimento...

Quem quiser participar também corre no post do Silêncio Que Eu To Lendo que explica direitinho - nem precisa ter blog, e vai ser divertido!

Aproveitando, desejo um Feliz Ano Novo para todos que passarem por aqui, e que 2012 seja repleto de coisas boas para todos nós!!


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26 de dezembro de 2011

*Série ‘Academia de Vampiros’ – Richelle Mead*





Série Academia de Vampiros
(Vampire Academy Series)
Richelle Mead





Terminei de ler o sexto livro da série, Last Sacrifice, e ainda estou meio tonta – e completamente feliz porque o final é perfeito!! – mas decidi que não tenho condições de fazer resenha sobre ele sem soltar milhares de spoilers. Se eu for escrever sobre o último livro tudo o que eu vou querer comentar é como o Abe conseguiu [...], ou a forma como a Lissa [...], ou ainda a Rose e sua [...]. Ou o Dimitri... ai o Dimitri... *__*

Mas não vou fazer isso, resolvi escrever sobre a série em geral, sem spoilers, para não estragar a leitura de ninguém, rs. Sobre o Last Sacrifice só vou comentar que, estando no sexto livro, o último da série, seria de se imaginar que já sabemos bem como funciona a sociedade Moroi, certo? Nada disso. Nesse livro descobrimos que não sabemos é de nada. Existe toda uma facção da qual não fazíamos ideia. Nem os leitores nem a Rose. Descobrimos junto com ela que tudo o que lhe foi ensinado não era bem assim...


Sobre a série, se ainda há quem não conhece, Academia de Vampiros – Vampire Academy – é uma série sobre vampiros (duh!) que se baseia em uma mitologia romena que explica a existência de 2 tipos básicos de vampiros: os Moroi, que são pacíficos, se alimentam de sangue humano mas não matam para isso. Eles possuem um tipo de magia ligada aos elementos da natureza e são mortais; e os Strigoi, esses são vampiros cruéis, assassinos sanguinários, que desistiram de sua magia pela imortalidade e força superior ou foram transformados à força. São os maiores inimigos dos Moroi. Há também os meio vampiros, os Dampiros, mais fortes que os humanos, possuem os reflexos e sentidos aguçados dos vampiros mas não suas fraquezas. Normalmente são treinados para serem guardiões dos Moroi contra os Strigoi e ensinados a dar suas vidas por eles, já que “eles vêm primeiro”.

A protagonista é a dampira Rose Hathaway, uma das estudantes da Academia São Vladimir. Ela é uma guardiã nata que acredita piamente em defender os Moroi com sua própria vida, se preciso, principalmente se a Moroi em questão for sua melhor amiga, Lissa Dragomir. Além de melhores amigas desde a infância, Lissa e Rose possuem um laço psíquico que permite à Rose “entrar” na cabeça de Lissa e testemunhar tudo o que a amiga faz ou pensa e sentir o que ela sente. Nossa Rose não é uma mocinha bobinha e passiva que espera ser salva do perigo ou que outros façam tudo por ela. Ela enfrenta o perigo, o procura. Cabeça dura, forte, esperta, impulsiva, violenta, rebelde e um pouco indisciplinada, ela faz muitas coisas que não devia, tem uma séria dificuldade de respeitar regras, mas não fica parada esperando as coisas acontecerem. Ela age. Ela grita. Ela ameaça. É, ela não é perfeita, mas por isso mesmo gosto tanto dela.

Já no início da série sabemos que Rose fugiu da Academia com Lissa, e a vemos ser capturada. É o momento em que conhecemos o dampiro Dimitri Belikov, o guardião oficial da Princesa Lissa. Ah, sim, Lissa é membro de uma das famílias da realeza dos Moroi, a última de sua família, por isso precisa ser extremamente protegida. Mas voltando ao Dimitri, ele chega com seu sotaque russo, casaco longo, rabo de cavalo e olhos castanhos, bonito demais para seu próprio bem, conquista Rose *cof cof* e todas as leitoras *cof cof*. Mas Rose não pode se envolver com ele já que, além de ele ser 7 anos mais velho, na volta à Academia, ele vira seu instrutor.

Além dos protagonistas, outros personagens viraram meus queridinhos, como o Christian, de quem gosto muito (apesar de o personagem ir ficando mais apagado com o passar dos livros); o Adrian (apesar de que não foi amor à primeira vista e ele me deixava desconfiada no começo); o Abe, com todo o jeito de mafioso dele, seus grandes segredos e como ele defende “os seus”; Janine, a mãe da Rose, a única a bater de frente com ela e levar a melhor; a Sydney (mas vou falar melhor dela quando fizer a resenha de Bloodlines), entre vários outros. Já a Lissa é um personagem que me irritou em muitos momentos durante a série, mas não posso negar o quanto o papel que ela cumpre é importante para a história toda.

Eu enrolei muito para começar a ler essa série. Estava meio que numa rehab de livros de vampiro, evitando um pouco o tema, mas quando senti que estava preparada, foi o primeiro da minha lista. E se eu enrolei para começar, depois que comecei devorei os livros e li todos os lançados no Brasil um atrás do outro – e não me contive e li os que ainda não foram lançados aqui em inglês. Como queria ler a série eu fugi de todos os spoilers possíveis e foi a melhor coisa que fiz. A única coisa que eu tinha total certeza era de que existia um personagem chamado Dimitri que tem uma legião de fãs apaixonadas por ele... rss

Eu leio bastante, então me acho espertinha e sempre que começo uma série nova fico especulando comigo mesma como a história vai se desenvolver, pego os acontecimentos do primeiro livro como pista do rumo que a série vai tomar e fico imaginando “aposto que a protagonista vai fazer isso”, “aposto que o mocinho vai fazer aquilo”, “aposto que vai surgir tal conflito”. Mas a tia Richelle, aquela danada, quebrou minhas pernas e deu um rumo para a história que eu NUNCA ia imaginar. Tudo vai de um jeito e de repente, chega o livro três e muda tudo. Quando comecei a leitura, imaginava que a história iria por um caminho, já projetava mais ou menos quais os conflitos que seriam enfrentados pelos personagens. Não podia estar mais enganada. Em nenhum momento me passou pela cabeça o grande acontecimento que muda tudo. A gente fica chocado, com o coração apertado, fica ansioso para o que acontecerá depois... Como eu já comentei em alguma das resenhas, o bom dessa série é que não há enrolação. Muitas coisas vão acontecendo mas muitas vão sendo resolvidas pelo meio do caminho então ficamos sempre satisfeitos. E foi ótimo chegar ao último livro e saber que a razão de alguns dos acontecimentos encontra explicação lá no começo da série. Série planejada e com tamanho certo é outra coisa.

Só posso dizer que depois dessa série eu definitivamente virei fã da autora (apesar de ela massacrar nosso coraçãozinho sem dó) e não vejo a hora de ler toda e qualquer outra coisa que ela já escreveu/vai escrever/ainda está sonhando em escrever.




Academia de Vampiros 1: O Beijo das Sombras (Vampire Academy)
Academia de Vampiros 2: Aura Negra (Frostbite)
Academia de Vampiros 3: Tocada pelas Sombras (Shadow Kiss)
Academia de Vampiros 4: Promessa de Sangue (Blood Promise)
Vampire Academy 5: Spirit Bound
(ainda não lançado no Brasil)
Vampire Academy 6: Last Sacrifice (ainda não lançado no Brasil)



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21 de dezembro de 2011

'Dash & Lily's Book of Dares - Rachel Cohn & David Levithan'







Dash & Lily's Book of Dares
Rachel Cohn & David Levithan












“Imagine this:
You’re in your favorite bookstore, scanning the shelves. You get to the section where a favorite author’s books reside, and there, nestled in comfortably between the incredibly familiar spines, sits a red notebook.
What do you do?
The choice, I think, is obvious:
You take down the red notebook and open it.
And then you do whatever it tells you to do.

Imagine isso:
Você está em sua livraria favorita, explorando as prateleiras. Você chega à seção onde residem os livros de um autor preferido, e lá, confortavelmente acomodado entre lombadas incrivelmente familiares, está um caderno vermelho.
O que você faz?
A escolha, eu acho, é obvia:
Você pega o caderno e o abre.
E então você faz qualquer coisa que ele te mande fazer
.”
*Tradução livre



Dash não gosta do natal. Toda essa coisa de espírito natalino não é pra ele. Tanto que, chegada a época das Festas de fim de ano, ele planeja cuidadosamente para ficar sozinho em casa, numa de “órfão por opção”. Fala para a mãe que passará o natal com seu pai, e para o pai que o passará com sua mãe – o que ele consegue facilmente e sem levantar suspeitas, considerando que seus pais não se falam há anos. Com pais viajando e muito tempo livre, Dash passa boa parte desse tempo em seu lugar preferido em Nova York: a livraria Strand. A gigantesca livraria Strand. Em uma das prateleiras, enquanto procura alguma novidade de um de seus autores preferidos, ele encontra um caderno vermelho, um Moleskine vermelho, que o deixa intrigado. Dentro dele encontra uma letra de garota e uma série de desafios em uma espécie de “caça ao tesouro” que o leva a diferentes livros que o ajudam a formar uma frase, frase essa que o incita a praticar uma ação. Como o próprio Dash inicia o livro contando, se você acha um caderno vermelho nessas condições, você simplesmente faz tudo o que ele manda.

Lily ama o natal! As luzes, os biscoitos, as pilhas de presentes, o espírito de solidariedade natalino, tudo. Tanto que, neste natal, organizou seu próprio grupo de “Caroling” (pessoas que se reúnem e vão de casa em casa cantando canções de natal). Lily também está sem seus pais durante as Festas, mas porque os dela viajaram para Fiji em comemoração aos 25 anos de casamento. E ela não ficou sozinha e sim com seu irmão mais velho e o namorado dele, além de seu avô super protetor. Langston, o irmão, decide que Lily precisa de algo com que se ocupar, então pega um dos cadernos vermelhos dela e nele escreve uma série de pistas e desafios que a ajudariam a encontrar a companhia certa para ela. O caderno é deixado então no lugar preferido dela: a livraria Strand, a espera que alguém responda ao desafio contido nele. E alguém o faz.

Entre idas e vindas do caderno, filmes de natal, biscoitos, lojas absurdamente lotadas, casas iluminadas, museus de cera, amigos intrometidos, ex-namoradas e familiares excêntricos, Dash e Lily trocam desafios e confidências, se abrem, desabafam, divagam, tudo através das páginas do caderno, e têm um período natalino bem diferente do que imaginaram.

Esse livro, escrito a quatro mãos pela Rachel Cohn e David Levithan, é narrado em primeira pessoa, em capítulos intercalados, pelos personagens do título, cabendo ao David narrar os capítulos do Dash e à Rachel os da Lily. Gosto muito da forma como os autores escrevem, e achei mais interessante ainda saber que um escreve um capítulo, manda por e-mail para o outro que continua do ponto que o primeiro parou, sem que eles tivessem combinado antes qual seria o rumo da história. Em conjunto, utilizando essa mesma fórmula, os autores já lançaram os livros Nick & Norah – Noite de Amor e Música e Naomi and Ely's No Kiss List. Infelizmente, apenas o Nick & Norah já foi lançado no Brasil.

Gostei do Dash & Lily, mas confesso que esperava mais da história, pelo tanto que gostei do Nick & Norah (ah, as expectativas altas...). Meu problema, na verdade, foi só com a Lily, porque das partes do Dash, que é um lindo, não tenho nada a reclamar. Por várias vezes achei a Lily muito bobinha pra não dizer chata, muito cheia de mimimi pro meu gosto, enquanto super me identifiquei com o Dash, inclusive nessa coisa de não gostar do natal*Grinch Feelings* o/ – além, é claro, do tanto que ele gosta de livros e de o lugar preferido dele ser uma livraria (característica que ele divide com a Lily, então vamos dar um crédito a ela). Em resumo peguei uma certa implicância com a Lily enquanto gostei demais do Dash, o que me leva a pensar que já passou da hora de eu ler os livros “solo” do David Levithan.

Dos outros livros em conjunto dos autores já li o Nick & Nora (resenha aqui), que se passa em uma única noite, enquanto esse se passa em vários dias. Gostei infinitamente mais do outro, talvez por ter gostado mais dos personagens, talvez porque tenha gostado mais do final dado ao outro. Mas, bem, ignorando o fato de que eu esperava mais do final, e a chatice da Lily, o livro é bem bonitinho. E a capa? Linda!! Apesar das minhas reclamações, o livro tem muitas coisas boas, é uma história realmente bonitinha, e há momentos impagáveis como Lily passeando com um cachorro que é do tamanho de um pônei e, óbvio, sendo carregada por ele, e Dash entrando numa guerra de neve com algumas crianças e depois sendo perseguido pela mãe delas como se fosse um maníaco que ataca criancinhas... com direito a postagem em blogs e tudo.

Outro ponto alto é a Livraria Strand, que tem um papel importante em toda a história, e que realmente existe e é frequentada pelos autores. Eu fiquei alucinada para conhecer o local preferido dos protagonistas, que diz na fachada serem “18 milhas de livros”, o que seria cerca de 28, quase 29km. De livros! É pra deixar qualquer bookaholic desesperado e desejando ir para Nova York imediatamente. Para vocês ficarem como eu, vou deixar um vídeo do lugar. Vamos todos pra lá?







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18 de dezembro de 2011

TOP Piriguetagem Literária 2011




Tinha programado outro post para o fim de semana, mas então dona Nanda do Viagem Literária me vem com esse TOP Piriguetagem Literária 2011 e me lembra de que eu sou, sim, piriguete literária - que a cada livro que lê se apaixona/baba/suspira/morre de amores por um personagem diferente. Resultado, parei tudo o que estava programando para escrever a minha lista.

O termo "Piriguete Literária" já está rolando pela blogosfera, mas, para quem ainda não sabe, pego emprestado a explicação dada pela Luciana Mara do TOC Livros:

“De acordo com o dicionário Aureliânus sofre de piriguetismo literário aquele(a) que troca de paixão platônica fictícia toda semana, e usa a expressão 'é meu' quando descreve algum personagem. Este tipo de piriguete usa ou usará óculos e sente frio (característica principal que a diferencia das outras espécies).”



Bem, vamos a minha lista, mas antes é importante saber que:
° a lista não é exaustiva, "pirigueto" muito mais do que os que estarão aqui;
° a lista não está em ordem de importância, não poderia definir de qual deles gosto mais;
° a lista é um Top 10 totalmente manipulado que tem mais do que 10 nomes, porque, né?! Só 10? hahaha


- Ian O'Shea (A Hospedeira - Stephenie Meyer)
Eu sou apaixonada por esse personagem num grau que vocês não fazem ideia. É a maior razão para eu já ter lido esse livro 3 vezes, e chorado em cada uma das leituras toda vez que ele sofre. É muito amor pra um personagem só!!

- Luke Costello (Férias - Marian Keyes)
Luke 'Homem-de-Verdade' Costello sensualiza em sua calça de couro e nos deixa babando durante o livro todo. Ah, Rachel, com um homem desse quem precisa de drogas para se sentir bem?
Ah, sim, ainda tem o fato de ele ser irlandês e eu tenho uma grande queda por personagens irlandeses...

- Jace Wayland (Série Os Instrumentos Mortais - Cassandra Clare)
Esse Caçador de Sombras é bonito, esperto, corajoso, amigo dedicado, honesto, mas Pelo Anjo!, como é metido e irritante! Uma frase que o resume é “eu sou bom, eu sou bonito e sei disso”. Ele é tudo isso, e mesmo com jeito marrento e arrogante, não conseguimos não nos apaixonar.

- Patch (Série Hush Hush - Becca Fitzpatrick)
É o mais bad boy dos anjos caídos. O cara dos olhos negros penetrantes. Charmoso, meio metido, com um ar de mistério, um sorriso magnético e acima de tudo, lindo. Não precisa de mais nada, não é?

- Cooper Cartwright (Série Mistérios da Heather Wells - Meg Cabot)
Não podemos culpar a Heather por ter uma queda por ele, não é? Só sei que minha leitura dos livros dessa série é cheia de suspiros por causa dele. Cooper é a ovelha-negra da família que virou detetive particular ao invés de assumir a gravadora da família - mas nunca fala sobre os casos em que está trabalhando - é bonitão, tem fantásticos olhos azul-gelo e gosta de jazz! Fico totalmente rendida...

- Jon Blythe (Lembra de Mim - Sophie Kinsella)
O Jon é lindamente perfeito, engraçado e sexy, com seu cabelo desordenado e sua coleção de girassóis. Não sei como a Lexi pôde se esquecer dele... é mais um que me fez sofrer junto com ele e me fez ter vontade de colocá-lo no colo!

- Irmãos Chandler (Série Irmãos Chandler - Carly Phillips)
Desculpa, mas não posso escolher entre o Roman, o Rick e o Chase, é impossível. Não me pressionem, eu quero os três! Eles são lindos, bem sucedidos, charmosos e extremamente cobiçados. Só sei que é um melhor que o outro. Vai ter genes bons assim lá em casa!

- Aiden Holby, o “Paquera” (Série Chocólatras - Carole Matthews)
É o cara mais irritantemente charmoso de todos, além de ser, claro, lindo de morrer. Está sempre rondando a Lucy, protagonista da série, querendo filar um chocolate - e querendo outras coisas também =X
Vem me chamar de gata que eu divido meus chocolates com você, seu lindo!

- Dimitri Belikov (Série Academia de Vampiros - Richelle Mead)
Ah, o Dimitri é uma coisa linda, que chega com seu sotaque russo, casaco longo, rabo de cavalo e olhos castanhos - bonito demais para seu próprio bem - e conquista todo mundo.
Já vou pedindo desculpas às várias 'senhoras Belikov' por aí, mas não tem como não piriguetar o Dimka e não amolecer com seu sotaque russo. Imagina ouvir um 'Roza' ao pé do ouvido? É de amolecer qualquer uma.

- Poe (Série Sociedade Secreta - Diana Peterfreund)
Ele é chato, é implicante, e foi uma das minhas maiores paixões no ano! Ah, o Poe... *__* Achei ele chato no primeiro livro, comecei a me apegar a ele no segundo e me apaixonei totalmente no terceiro! Terminei o quarto livro completamente seduzida por ele S2
E é aqui que eu saio no tapa com a Luciana Mara, a dona da definição que eu coloquei no começo do post. Porque ela pirigueta o Poe, eu pirigueto o Poe e nenhuma as duas abre mão dele. E agora que eu terminei de ler o último livro da série, aí é que eu não largo dele mesmo!! Piriguetagem em grau máximo!

- Zach Zemaitis (Not Another Bad Date - Rachel Gibson)
Para ser bem sincera, sou louca por todos os protagonistas masculinos da Rachel, então foi um sacrifício escolher só um. O Zach está aqui com a responsabilidade de representar todos eles (e olha que ele concorreu com cada jogador de hockey TDBom!). Acho que escolhi esse jogador de futebol americano aposentado de sorriso fácil e risada gostosa porque ele tem alguma coisa especial, ou talvez porque fiquei sonhando com sua tatuagem com os dois Z's entrelaçados - Ai que calor!!

- Roarke (Série Mortal - J.D. Robb)
Piriguete literária que se preze pirigueta o Roarke e morre de inveja da Eve!! O cara é charmoso, poderoso, perigoso, misterioso, super protetor e super apaixonado. É o sonho de consumo de todas as leitoras da Série Mortal. Sem exceção. Até hoje não encontrei ninguém que tenha lido os livros e não nutrisse ao menos uma quedinha literária por ele. Quem não quer um Roarke para si?!
Ah sim, é mais um irlandês na minha lista.


Ufa, estou até passando mal depois de escrever esse post, rss


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13 de dezembro de 2011

Primeiras Linhas #9: Tamanho 44 Também não é Gorda - Meg Cabot

Essa é uma coluna em que eu trago as primeiras linhas, as primeiras frases de um livro qualquer.


Já comentei isso no twitter mas vou comentar aqui também: é impressão minha ou a gente trabalha mais no final do ano? Ou será que sou só eu? o_O
Só sei que eu estou atolada de trabalho, em falta com o blog, sem conseguir visitar meus blogs queridos, e torcendo para que 2011 acabe logo!

Enquanto isso, para animar, as Primeiras Linhas que eu trago hoje são de um dos livros de uma série que adoro, acho que a que mais gosto da tia Meg: Tamanho 44 Também não é Gorda, segundo livro da série Mistérios de Heather Wells, da Meg Cabot. Apesar de eu já ter lido em inglês, estou animada que acabou de sair o terceiro livro da série aqui no Brasil – Tamanho não Importa – e mais ainda que o quarto livro – Size 12 And Ready To Rock – será lançado nos EUA no próximo ano!!

Pra quem não conhece, mais sobre a série nesse post que escrevi há um tempinho, que vai junto com minha recomendação eterna para quem gosta de chick lit com uma pitada de mistério e investigações.


O cara atrás do balcão não para de olhar para mim. De verdade.
E ele é gostoso. Para um garoto de vinte anos que é barista, claro. Aposto que ele toca violão. Aposto que ele fica acordado até muito tarde da noite, dedilhando, como eu. Dá para ver que fica pela leve sombra sob seus olhos verdes com cílios compridos, e pela maneira como o cabelo louro cacheado dele tem uns tufos espetados por toda a cabeça. É cabelo de quem saiu direto da cama para o trabalho. Não teve tempo de tomar um banho porque ficou acordado até tarde, ensaiando. Igualzinho a mim.
— O que vai ser hoje? — ele me pergunta. Mas com um olhar. Um olhar que com certeza diz: Estou te analisando.
Eu sei que é para mim que ele está dando mole, porque não tem ninguém na fila atrás de mim. Bom, e por que ele não poderia estar me olhando com segundas intenções? Eu estou bem. Quer dizer, as partes do meu corpo visíveis fora das minhas roupas volumosas de inverno, pelo menos, estão bem. Eu com certeza passei rímel e base hoje de manhã (diferentemente do Carinha do Café, eu gosto de disfarçar as minhas olheiras). E, com a minha parca, não dá para ver os dois (tudo bem, cinco) quilos que eu ganhei nas férias de fim de ano. Afinal, quem conta calorias no Natal? Ou no Ano Novo? Ou depois do Ano Novo, quando todos os doces de Natal estão em liquidação? Há tempo de sobra para voltar à forma antes da temporada dos biquínis.
E, tudo bem, faz cinco ou seis anos que eu repito isso para mim mesma, e ainda não tentei de verdade... Entrar em forma para a temporada dos biquínis, quer dizer. Mas, quem sabe? Talvez neste ano eu tente. Tenho dois dias de férias para tirar, tudo que eu juntei desde que terminou meu período de experiência, em outubro do ano passado. Posso ir para Cancún. E, tudo bem, só para passar o fim de semana. Mas, mesmo assim...
Então, e daí que eu sou cinco (bom, talvez oito) anos mais velha do que o Carinha do Café? Eu ainda tenho as manhas.
Obviamente.




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1 de dezembro de 2011

Músicas que não me saem da cabeça: 'Rock Mafia - The Big Bang'

Nesses últimos dias eu estou escutando essa música muito. Muito mesmo!
E eu nem sou lá muito fã da Miley Cyrus, mas o clipe com a participação dela é bem legal! ;D





(oh, baby)
I don't wanna lie,
I'm gonna take what you're giving
'cause I know you're willing,
To take me all the way..you got me right here.
Combustible.
And I can't wait to finally explode.

The big big bang, the reason I'm alive,
When all the stars collide, in this universe inside.
The big big bang (3x)

Some people like to talk. But I'm into doing,
What I feel like doing, when I'm inspired.
So, if we take a walk down, the beach tonight,
I bet we could light up the sky.

The big big bang, the reason I'm alive,
When all the stars collide, in this universe inside.
The big big bang (3x)

Take it from me (2x), I don't wanna be, mummified,
Sometimes I feel so isolated,
I wanna die.
And now take it from me, if you got it.
Every time, so baby,
Bring your body here, next to mine.
Next to mine!

I don't wanna dream!
I just wanna live!
So baby, lets not miss this thing!

The big big bang, the reason I'm alive,
When all the stars collide, in this universe inside.
The big big bang (3x)

Hite me, big big big bang.
Oh, baby (3x)


***

21 de novembro de 2011

'Sociedade Secreta vol. 1: Rosa & Túmulo - Diana Peterfreund'







Sociedade Secreta: Rosa & Túmulo
(Secret Society Girl)
Diana Peterfreund








“Eu disse ao Lancelot que preferia que eles não me carregassem.
Ele disse que não tinha jeito.
Eu queria saber com antecedência para onde me levariam.
Ele disse que tudo ficaria claro no devido tempo.
Fui absolutamente taxativa que não haveria sangue de virgens assassinadas sendo bebido.
Ele disse que veria o que podia fazer.”


Amy Haskel está quase chegando a seu último ano na faculdade, período em que alguns dos estudantes, os mais privilegiados, são convocados a participar de Sociedades Secretas. Todos sabem que elas existem – afinal, suas sedes são gigantescos mausoléus existentes no campus – mas ninguém pode saber ao certo quem são seus membros ou o que acontece em suas reuniões. Sendo editora da revista literária da universidade, Amy tem certeza de que será convocada para a Pena & Tinta, a sociedade literária, e está ansiosa para o que isso vai acrescentar ao seu currículo, não tanto pela sociedade em si, afinal, a Pena & Tinta nem é das mais famosas e nem é tão secreta assim. Durante sua entrevista, porém, realizada numa sala escura em que ela sequer conseguia ver seus entrevistadores, tudo era muito estranho já que eles sabiam tudo sobre sua vida, podiam citar cada um dos professores que ela já teve e inclusive, tinham uma cópia do romance inacabado que ela escreveu e que ninguém além dela e de sua colega de quarto sabia da existência. A entrevista definitivamente não era para a Pena & Tinta, mas então, qual seria a outra sociedade secreta que a estaria cortejando?

A resposta veio alguns dias depois, quando ela recebe um envelope com a borda preta selado com um símbolo de uma rosa dentro do que parecia ser um caixão. O símbolo da Rosa & Túmulo. Mas não podia ser, aquilo só podia ser alguma espécie de trote. A Rosa & Túmulo era a mais antiga, a mais poderosa e mais famosa sociedade do país. Seus membros pertenciam à elite, vinham de famílias influentes, tinham altas aspirações (dizia-se que todos os Presidentes eram membros, todos os candidatos à Presidência eram, para não ter dúvida). Acima de tudo, os membros eram todos homens.

Após ser capturada por estranhas figuras com capas pretas, uma Noite da Iniciação com bizarros rituais e juramentos de lealdade, Amy se vê envolta em um mundo totalmente inusitado, cheio de segredos e conspirações. Se vê obrigada a se afastar de seus amigos, já que não pode mencionar qualquer de suas novas atividades a eles, acaba se aproximando de pessoas que ela não suportava e que agora devem supostamente ser seus melhores amigos, seus irmãos e os únicos em quem pode confiar. Deve negar, sempre, a existência da Sociedade, mas usar sempre um broche que a representa. Como todos os outros Coveiros, ela ganhou um nome na Sociedade, que deve ser usado durante as reuniões, mas nunca fora do Mausoléu. Já era muito com o que lidar, mas antes fosse só isso. Além de tudo Amy ainda se depara com aqueles que não estão nada felizes com a entrada de mulheres na Sociedade...


“Será que eu conhecia essas pessoas o suficiente para me apegar completamente aos seus princípios? E se as causas da Rosa & Túmulo fossem destruir a democracia, tornar a pizza ilegal e dominar a indústria de botas de couro até o joelho? E se os inimigos que eu devia prejudicar fossem o Dalai Lama ou o Brad Pitt? Lancei um olhar furtivo às figuras vestidas de forma ridícula que me cercavam.
Nah, provavelmente não.”


Por bastante tempo eu via esse livro e não tinha vontade de lê-lo, nem sei por que. Algumas pessoas me recomendavam, mas ele não me chamava a atenção. Então um dia me deu vontade de ler e eu li e a conclusão foi: o que eu estava pensando que não li antes!!! O livro é tão, tão bom, a história é tão, tão legal! Eu adoro essa coisa de sociedades secretas, rituais bizarros de iniciação, então realmente não sei por que não li esse livro antes.

Sociedade Secreta: Rosa & Túmulo é o primeiro livro da série Sociedade Secreta, da americana Diana Peterfreund, que conta com quatro livros, três deles já publicados no Brasil. A narrativa é em primeira pessoa então a personagem que conhecemos melhor é a protagonista/narradora Amy. Gostei muito dela, adorei suas listas, suas confissões que iniciam cada capítulo, sua trapalhada vida amorosa, as paranóias dela e o quanto ela acreditava em cada uma das teorias da conspiração que ela já ouviu sobre a Rosa & Túmulo.

Outros personagens também me agradaram, como a Lydia, melhor amiga de Amy – de quem ela tem que esconder tudo relacionado à Sociedade; a Clarissa, que a primeira vista parece uma patricinha metida mas não é nada disso, o Brandon, amigo-colorido, quase-namorado da Amy, o charmoso George, além de todos os convocados da turma de Amy. Tem também o Malcom, o “irmão mais velho”. Ahh, como eu gosto do Malcom!!

Eu poderia dizer que tem um personagem, um dos Coveiros, que é um babaca, por que foi o que achei depois de ler esse livro, mas, como estou escrevendo essa resenha tendo lido os três primeiros livros, não posso chamá-lo de babaca... não depois de ter me apaixonado por ele!! S2 Mas não é nesse livro, é só mais pra frente então não vou nem dizer quem ele é =X

Durante a leitura, toda essa história de sociedades secretas me fez lembrar do filme Sociedade Secreta (The Skulls), com o lindo do Joshua Jackson, e também da 5ª temporada de Gilmore Girls, quando a Rory está na faculdade e vai fazer uma reportagem sobre a "Life and Death Brigade", Sociedade Secreta da qual o Logan, paquera dela, fazia parte (You Jump, I Jump, Jack). Sobre esse último fiquei pensando cá com meus botões se o Logan na verdade não fazia parte da Rosa & Túmulo, afinal ele era de uma família influente e abastada, estudava em uma faculdade da Ivy League americana, fazia parte do jornal da faculdade... *Certo, passou meu momento de devaneio de fã de Gilmore Girls*

Enfim, pesquisando sobre o assunto (sociedades secretas, não Gilmore Girls), em Yale – universidade em que a autora estudou – existe uma famosa Sociedade Secreta, a Skull & Bones, fundada em 1832, que claramente serviu de inspiração para a Rosa & Túmulo (e, a propósito, também para a Life and Death Brigade, de Gilmore Girls e a Skulls, do filme Sociedade Secreta). Existem diversas teorias da conspiração rondando essa Sociedade Secreta. Há quem afirme, entre outras coisas, que é a Skull & Bones que controla a CIA... Entre seus membros famosos estão os ex-Presidentes americanos, Bush pai e Bush filho, Diretores da CIA, Magnatas da mídia, Secretários de guerra. Li coisas bem interessantes sobre essa verdadeira Sociedade Secreta. Ênfase para a referência à cerimônia de renascimento e aos caixões que, parece, acontece mesmo na Skull & Bones, além de nas sociedades fictícias.

Não sei se deu para perceber, mas eu adoro teorias da conspiração, rs. Codinomes, apertos de mão secreto, juramentos, mausoléus. E isso tudo é o que não falta nesse livro.

Além de tudo, adorei o motivo de a Sociedade da Amy se chamar Rosa & Túmulo, já que envolve outra coisa que eu adoro (mas não vou contar o que é), adorei um dos personagens se chamar George Harrison, e um dos nomes da sociedade ser o mesmo de um personagem do meu livro favorito do Shakespeare.

Leitura muito mais que recomendada!!


Sociedade Secreta vol. 1: Rosa & Túmulo (Secret Society Girl)
Sociedade Secreta vol. 2: Sob a Rosa (Under the Rose)
Sociedade Secreta vol. 3: Ritos de Primavera (Rites of Spring (Break)) Sociedade Secreta vol. 4: Tap & Gown
(ainda não lançado no Brasil)




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18 de novembro de 2011

Primeiras Linhas #8

Essa é uma coluna em que eu trago as primeiras linhas, as primeiras frases de um livro qualquer.



As "Primeiras linhas" da vez são de um livro que eu amo e que estou com vontade de reler desde que assisti o filme baseado nele, O Noivo da Minha Melhor Amiga, da Emily Giffin. Amo tanto que já li, reli, li mais uma vez, fiz resenha dele aqui no blog, escrevi sobre ele na minha coluna no Subtítulo e agora estou novamente falando dele por aqui! \o/





"Eu estava na 5ª série quando pensei pela primeira vez sobre fazer trinta anos. Um dia, eu e minha melhor amiga Darcy pegamos uma agenda e abrimos no final, onde havia um calendário perpétuo que permitia consultar qualquer data no futuro e, por meio de uma pequena tabela, determinar qual seria o dia da semana correspondente. Então localizamos nossos aniversários do ano seguinte, o meu em maio e o dela em setembro. O meu caía na quarta, uma noite de aula. O dela caía na sexta. Uma vitória pequena, mas típica. Darcy era sempre a mais sortuda. Sua pele se bronzeava mais rápido, seu cabelo era mais fácil de modelar e ela não precisava de aparelho nos dentes. Ela fazia passos de break como ninguém, assim como dava estrelas e cambalhotas para frente (eu nem mesmo sabia dar cambalhotas). Tinha a melhor coleção de adesivos. Mais bótons do Michael Jackson. Suéteres Forenza em turquesa, vermelho e pêssego (minha mãe não me deixava ter nenhuma — dizia que eram modismos e muito caras). Tinha também um jeans de cinqüenta dólares da Guess, com zíperes na lateral do tornozelo, além de dois furos em cada orelha e um irmão, o que era melhor do que ser filha única como eu.

Pelo menos eu era alguns meses mais velha e ela nunca poderia me alcançar. Foi aí que decidi checar meu trigésimo aniversário — num ano tão distante que soava como ficção científica. Caía num domingo, o que significava que meu marido boa-pinta e eu providenciaríamos uma babá responsável para os nossos dois (possivelmente três) filhos na noite de sábado, jantaríamos num sofisticado restaurante francês com guardanapos de pano e ficaríamos fora até depois da meia-noite, de forma que, tecnicamente, estaríamos celebrando na data real do meu aniversário. Eu teria acabado de ganhar uma grande causa, de provar a inocência de um homem da cidade. E meu marido faria um brinde em minha homenagem: "À Rachel, minha linda esposa, mãe dos meus filhos e a melhor advogada da cidade." Compartilhava minha fantasia com Darcy quando descobrimos que seu trigésimo aniversário caía numa terça-feira. Uma decepção para ela. Observei enquanto ela apertava os lábios processando a informação.

— Você sabe como é, Rachel, quem se importa com o dia da semana em que cai o aniversário de trinta anos? — ela disse, sacudindo os ombros macios e bronzeados. — Até lá nós já estaremos velhas. Os aniversários não importam quando a gente fica velha."


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7 de novembro de 2011

*Série ‘Os Spellman’ – Lisa Lutz*




Os “Spellman”
(The Spellmans)
Lisa Lutz



Passei 2 semanas – ou 4 livros seguidos – com essa família e garanto, é uma das mais excêntricas e divertidas famílias literárias que já conheci e agora que terminei de ler os livros já lançados da série (que foram devorados como se não houvesse amanhã) vou sentir uma falta imensa deles.

A primeira coisa que preciso dizer é que eles se amam imensamente e é o que justifica todos os atos de cada um deles. Meio que um “a gente só se intromete na vida de quem se ama”. Outra coisa que preciso contar é que eles são uma família de detetives particulares que gosta muito de levar o trabalho para a casa e acreditam que a privacidade é algo superestimado, algo que nem todos têm direito.

Mamãe e Papai Spellman, Olivia e Albert, se conheceram quando Albert começou a trabalhar como detetive particular, logo após ser obrigado a se aposentar da polícia por um problema na coluna, enquanto ela fazia uma investigação amadora, seguindo o noivo da irmã. Os dois se casaram em seguida, juntos fundaram a “Spellman Investigations” e tiveram 3 filhos.

David, o mais velho, sempre foi o garoto modelo, o filho perfeito, estudante de honra, formado com louvor, aquele com quem os pais nunca precisaram se preocupar. Trabalhou para os pais, mas apenas até os 16 anos, acreditando que estudar seria mais importante e que as pessoas têm sim direito à privacidade. Tornou-se um importante advogado, mantendo sempre a postura de “exemplo de perfeição”. Extremamente bonito, sua única falha de caráter, a princípio, seria o fato de partir vários corações, já que não está pronto para se comprometer.

Isabel, Izzy, a segunda filha, é o oposto de David. A garota problema, sempre metida em encrenca, segundo ela, para equilibrar as coisas na casa dos Spellman, que tinham um filho perfeito demais. Durante toda a adolescência Isabel bebia demais, farreava demais, praticava vandalismo demais, saia com os caras errados e sempre deu dor de cabeça a seus pais. Trabalha para eles desde os 12 anos e começou pelo básico, revirando lixo alheio, observando à distância com seu binóculo, seguindo pessoas aqui e ali... já como adulta, continuou seguindo a profissão da família, tornando-se uma detetive particular licenciada, mas não deixou de ser a filha problema. Digamos que apenas melhorou um pouco. Seus dias de vandalismo ficaram para trás – mais ou menos – mas continua bebendo demais e saindo com os caras errados. E preferindo entrar pela janela que usar a porta da casa. A lista de namorados que ela já teve é um capítulo à parte. E sim, existe uma lista. Como seus relatórios de investigação, há um sobre seus ex-namorados, numerando-os, incluindo seus dados básicos e arquivando assim que o relacionamento acaba.

Para acabar com o dito “equilíbrio” entre os filhos, chegou Rae, a caçula, que nasceu quando seus irmãos já eram adolescentes. É a mais precoce dos Spellman e a mais apaixonada pelo mundo das investigações. Sua primeira missão foi quando ela tinha apenas 6 anos. Aos 14, quando a história da série começa, Rae está completamente acostumada a esse mundo em que cresceu, um mundo em que é mais que natural ouvir atrás das portas, seguir pessoas para saber o que elas estão fazendo, chantagear seus irmãos e manipular toda a família para que façam tudo o que ela quer. Ela aprendeu desde cedo que tudo pode ser negociado e sequer escova os dentes ou toma banho sem negociar algum outro benefício. E conforme ela vai ficando mais velha as confusões que apronta só pioram. Quando ela começa a aprender a dirigir então...

Toda a história é narrada pela Isabel, a irmã do meio, então ela é quem conhecemos melhor. Mas, em razão da mania dela de investigar a tudo e a todos e querer saber todos os segredos mais profundos de quem a rodeia, posso dizer que conhecemos bastante todos os membros da família.

Como eu disse, todos se amam muito, se preocupam uns com os outros, mas quando algo parece errado, ao invés de perguntarem o que há, uma grande investigação começa, com direito a escuta de telefone, perseguições em alta velocidade, suborno, manipulação, interrogatório, chantagem. Não se pode esperar muito de uma família que tem um estatuto para tentar controlar a empresa de investigação e a própria família, com regras próprias e únicas, como estipular o dia em que ninguém pode falar e toda a comunicação se dá por mensagens e bilhetes, por exemplo, ou a obrigação de um certo número de vezes em que uma investigação deve ser feita obrigatoriamente com disfarces.

Aprendemos com a Isabel que se sua própria mãe te chantageia, se intromete na sua vida, te segue para todos os lugares e coloca escutas no seu telefone, e seu pai mantem uma "sala de interrogatório" desde que você é criança, você tem um problema.

Isabel sofre com seus pais intrometidos, seu irmão perfeito que está sempre guardando algum segredo – que ela simplesmente precisa descobrir – sua irmã pentelha e manipuladora, e sua obsessão quando uma investigação começa, não conseguindo desistir dela nem mesmo se o cliente desiste. Acompanhamos alguns anos dessa família com o decorrer da série, e vemos por exemplo, como Mamãe Spellman adquire uma mania de querer que todas as conversas importantes sejam gravadas. Então sempre temos “transcrições” dos diálogos mais importantes – ou apenas de conversas durante consultas com o dentista, um advogado, terapeuta ou com o Henry (apesar de ele odiar! rs). Por falar do Henry, ele é um dos ‘agregados’ da família, um policial que conhecemos no primeiro livro, que ajuda em uma importante investigação e nos demais livros ganha bastante espaço. A falta de paciência dele com as excentricidades dos Spellman – principalmente Rae e Isabel – é uma das coisas mais divertidas da série.





O primeiro livro dessa série, o “The Spellman Files”, foi lançado no Brasil com o título “A Família Spellman”. O meu lamento é ainda não termos os demais livros por aqui – o primeiro nem é o melhor da série. Na verdade, é o mais fraquinho.




Uma boa notícia é que em breve será lançado o quinto livro da série, e eu já estou morrendo de curiosidade para saber como estará a vida deles depois de tudo o que acontece no quarto livro!!





The Spellmans, #1 – The Spellman Files
The Spellmans, #2 – Curse of the Spellmans
The Spellmans, #3 – Revenge of the Spellmans
The Spellmans, #4 – The Spellmans Strike Again
The Spellmans, #5 – Trail of the Spellmans
(Lançamento previsto para 2012)



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3 de novembro de 2011

Músicas que não me saem da cabeça: 'Michael Bublé - Haven't Met You Yet'

Fazia tempo que não postava música por aqui. Vou sanar isso deixando uma que eu gosto muito.
Eu adoro o Michael Bublé, e essa é uma das minhas músicas favoritas dele. É daquelas que eu ouço uma vez, outra, várias vezes seguidas, e não me canso dela.





I'm not surprised, not everything lasts
I've broken my heart so many times, I stopped keeping track
Talk myself in, I talk myself out
I get all worked up, then I let myself down

I tried so very hard not to lose it
I came up with a million excuses
I thought, I thought of every possibility

And I know someday that it'll all turn out
You'll make me work, so we can work to work it out
And I promise you, kid, that I give so much more than I get
I just haven't met you yet

I might have to wait, I'll never give up
I guess it's half timing, and the other half's luck
Wherever you are, whenever it's right
You'll come out of nowhere and into my life

And I know that we can be so amazing
And, baby, your love is gonna change me
And now I can see every possibility

And somehow I know that it'll all turn out
You'll make me work, so we can work to work it out
And I promise you, kid, I give so much more than I get
I just haven't met you yet

They say all's fair
In love and war
But I won't need to fight it
We'll get it right and we'll be united

And I know that we can be so amazing
And being in your life is gonna change me
And now I can see every single possibility

And someday I know it'll all turn out
And I'll work to work it out
Promise you, kid, I'll give more than I get
Than I get, than I get, than I get

Oh, you know it'll all turn out
And you'll make me work so we can work to work it out
And I promise you kid to give so much more than I get
Yeah, I just haven't met you yet

I just haven't met you yet
Oh, promise you, kid
To give so much more than I get

I said love, love, love, love
Love, love, love, love
(I just haven't met you yet)
Love, love, love, love
Love, love
I just haven't met you yet


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31 de outubro de 2011

'Academia de Vampiros 5: Spirit Bound - Richelle Mead'








Vampire Academy 5: Spirit Bound
Richelle Mead








Eu ia esperar. Juro que ia esperar o livro ser lançado em português, mas um belo dia eu o vi, olhei para ele, ele olhou pra mim, e eu não resisti (fiquei enlouquecida e já comprei o último da série também, AND o spin-off, Bloodlines).

Enfim, nesse quinto volume, a vida de adulta de Rose finalmente começa, por assim dizer. Ela se forma na Academia, recebe sua marca da promessa (para fazer companhia às demais marcas molnija que ela já tem no pescoço) e segue para a Corte na espera de saber para qual trabalho será designada agora que é oficialmente uma guardiã. Claro que ela deseja ser guardiã de sua melhor amiga Lissa, com quem mantém um laço psíquico que permite que ela sinta as emoções dela, e por vezes “entre” em sua cabeça e até veja o mesmo que a amiga vê. Mas o mau comportamento de Rose pode tornar esse desejo impossível. Lissa, sendo a última Dragomir, é preciosa demais para a sociedade Moroi para ser protegida por alguém tão impulsiva como Rose.

Fora isso, Rose está sendo perseguida por um “admirador” – nada secreto – que lhe envia cartas e mais cartas em que conta o quanto anseia a encontrar, assim que ela estiver fora da proteção da Academia. Para se “livrar” dele, Rose arma um ousado plano para conseguir mais detalhes sobre uma informação que obteve durante seu tempo na Rússia, embora seja muito improvável que isso seja realmente verdade. Será mesmo possível?

Ufa! Esse é o quinto livro da série Academia de Vampiros, que, diga-se de passagem, é boa demais. Sabe o que é melhor? Não há enrolação. Muitas coisas acontecem, mas muitas coisas vão sendo resolvidas então ficamos satisfeitos que nada será deixado para trás. Esse livro, em especial, brinca demais com nossas emoções, a autora massacra o coração dos leitores sem dó.

Um dos pontos altos nesse livro é o Dimitri – Ah, vá – e sua... bem, tudo o que acontece com ele. Como lidar com a vontade absurda de colocá-lo no colo? Sofri tanto... É, essa sou eu, aquela que interage com personagens. Outro personagem que se destaca é o Adrian, de quem eu comecei com um pé atrás, quando ele apareceu pela primeira vez, lá no Aura Negra, mas a cada livro ele me conquista mais e cada vez gosto mais dele. Ele vem demonstrando não ser o cara superficial que aparenta a primeira vista, mas sim dedicado, preocupado, atencioso.

Por falar em personagens que se destacam, não posso deixar de fora a nossa protagonista/narradora Rose. Mocinhas bobinhas e passivas, que esperam que outros façam tudo por ela, que as protejam? Não a nossa Rose. Ela faz muitas coisas que não devia, tem uma séria dificuldade de respeitar regras, mas ela não fica parada esperando as coisas acontecerem. Ela age. Ela grita. Ela ameaça. É, ela não é perfeita, mas por isso mesmo gosto tanto dela.

Para ser justa, apesar de ela não ser das minhas favoritas, a Lissa me impressionou nesse livro. Uma das ações dela foi o que mais me deixou sem fôlego durante a leitura. Quem diria.

Eu meio que descobri sem querer coisas que aconteciam nesse livro antes de ler, porque sou curiosa e dei uma olhada na sinopse do sexto livro e na do primeiro livro da nova série da autora, Bloodlines, que é um spin-off (série derivada) de Vampire Academy. Mas isso não diminuiu a minha empolgação, ao contrário, fiquei ansiosa para saber como chega até ali. Mas, se você não gosta de spoilers, fique longe das sinopses!, rs



– Academia de Vampiros 1: O Beijo das Sombras (Vampire Academy)
– Academia de Vampiros 2: Aura Negra (Frostbite)
– Academia de Vampiros 3: Tocada pelas Sombras (Shadow Kiss)
– Academia de Vampiros 4: Promessa de Sangue (Blood Promise)
– Vampire Academy 5: Spirit Bound
(ainda não lançado no Brasil)
– Vampire Academy 6: Last Sacrifice (ainda não lançado no Brasil)


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25 de outubro de 2011

Primeiras Linhas #7

Essa é uma coluna em que eu trago as primeiras linhas, as primeiras frases de um livro qualquer.


O livro que escolhi dessa vez é o primeiro de uma série que OMG!!! Sabe aquelas séries que você a princípio não dá nada por elas e te pegam pelo pé?! É o caso da série Sociedade Secreta, da Diana Peterfreund. Não vou falar muito porque ainda vou fazer resenha deles (li os três já lançados no Brasil de uma vez e agora estou desesperada pelo quarto), mas OMG!, que série boa!!!

Então aí vai o comecinho do primeiro livro da série, Sociedade Secreta: Rosa & Túmulo. Diz se não dá vontade de ler?! ;D



Por meio desta, eu confesso:
sou membro de uma das mais infames
sociedades secretas do mundo.

Tenho certeza de que você já ouviu a lenda. Nós somos o segredinho sujo da Ivy League, que reúne as melhores universidades dos Estados Unidos. Mandamos no país, até nos estados com os quais você não pensaria que nos importamos, como Nebraska. Nós começamos guerras, coordenamos golpes de estado e participamos da redação das Constituições de todas as novas nações. Todo candidato à presidência do país é um membro — assim, quem quer que ganhe sempre estará sob nosso controle.
A mídia tem medo de nós, o que é bobagem, já que os diretores de todos os jornais e cadeias de televisão do país são membros de nossa irmandade. Controlamos todos os aspectos da mídia há mais de um século, desde decidir que filmes recebem aprovação para serem produzidos até a escolha do próximo vencedor do American Idol (você realmente acha que os votos via mensagem de texto contam?).
Somos donos da maioria dos prédios na universidade, assim como de boa parte dos terrenos da cidade, e temos isso sob vigilância, inclusive com escuta telefônica. A polícia local trabalha para nós. O prefeito está nas nossas mãos. Não há um estudante no campus que não tenha medo de passar por nosso imponente mausoléu de pedra.
Ser escolhido para a nossa sociedade é o bilhete de entrada para uma vida que supera os sonhos mais loucos de qualquer pessoa. O sucesso é nosso direito de nascença a partir do momento em que emergimos de nossos caixões de iniciação para nossas novas vidas como membros da sociedade. Qualquer emprego que quisermos está ao nosso alcance e qualquer emprego que não quisermos que nossos inimigos tenham está fora do deles. Recebemos muito dinheiro de presente quando nos formamos, assim como carros esporte, antiguidades valiosas e uma mansão em uma luxuosa ilha particular. Nunca seremos presos. Nunca ficaremos pobres. A sociedade cuidará disso.
Nossa lealdade para com a sociedade é mais importante que todo o resto em nossas vidas — nossas famílias, nossas amizades, até mesmo nossas vidas amorosas. Se qualquer um, até mesmo alguém de quem gostamos de todo o coração, mencionar o nome da sociedade em nossa presença, devemos deixar o aposento imediatamente e nunca mais falar com essa pessoa.
Nunca podemos contar a ninguém que somos membros. Não podemos jamais deixar que alguém que não seja membro entre em nosso mausoléu ou será morto.
Não podemos jamais abandonar a sociedade ou revelar nenhum de seus segredos ou nós seremos mortos.
______

Quais desses boatos são verdadeiros e quais são teorias de conspiração exageradas?
Eu lhe diria, mas aí teria que matá-lo.
Não acredita em mim? Tudo bem, então vire a página. Mas não diga que eu não avisei...

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17 de outubro de 2011

'Too Good to be True - Kristan Higgins'








Too Good to be True

Kristan Higgins







Seu noivo te largar três semanas antes do casamento já é ruim o suficiente. Imagina se ele faz isso porque se apaixonou por outra pessoa? E se essa pessoa é a sua irmã caçula, que, claro, para piorar a situação, também se apaixonou por ele? Pois isso foi o que aconteceu com Grace Emerson. Agora seu ex-noivo e sua irmã caçula estão felizes, irritantemente apaixonados e todas as pessoas que a conhecem a olham com pena, como se ela fosse a coitadinha abandonada. O lógico seria odiar os dois, certo? Mas como odiar Natalie, sua irmãzinha, aquela que, desde que os pais a trouxeram para casa do hospital, quando Grace tinha 4 anos, ela acredita que foi um presente para ela? A irmãzinha que ela sempre adorou e protegeu? Não é uma opção. Então, quando Natalie começa a se sentir culpada (oi? Ela está namorando o ex-noivo da irmã), Grace é capaz de tudo para que a irmã não sofra. Inclusive inventar um namorado que não existe só para que Natalie possa se sentir melhor – e claro, acabar com os olhares de piedade para o seu lado.


E foi assim que surgiu Wyatt Dunn, um cirurgião pediátrico, lindo, gentil, atencioso, e que existe apenas na cabeça de Grace. O namorado imaginário lhe deixa em uma posição confortável já que agora todos acreditam que ela realmente superou o ex e que está mesmo feliz por sua irmã, mas também faz com que ela tenha que fazer malabarismo para evitar que sua família o “conheça”. Além de tudo isso, ela tem um vizinho novo, um que na primeira vez que o viu ela achou que estivesse arrombando a casa ao lado e o acertou com um taco de hockey. E não é que mesmo com o olho inchado e o rosto cheio dos hematomas que ela causou, ele é bem atraente? Mas não, algo do passado dele o torna o cara errado. Mas mesmo assim, Callahan O’ Shea, o Cal, não sai do seu pensamento, nem seu humor afiado, seu corpo perfeito e seu lindo rosto.


Esse divertido livro, escrito pela americana Kristan Higgins, ganhadora do RITA, Romance Writers of America (um importante prêmio americano para escritores de romance), é narrado em primeira pessoa pela Grace. Acompanhamos suas obsessões, suas dúvidas e, principalmente, suas confusões, sendo a invenção de um namorado imaginário apenas o começo. Além disso, Grace está rodeada de personagens dos mais diferentes tipos. Tem o melhor amigo gay, seu companheiro para sair para dançar e assistir Project Runnaway; uma amiga meio exagerada que sufoca os homens e assusta todos os com quem sai; uma irmã mais velha meio mal-humorada mas sempre sincera; uma irmã caçula super protegida por todos; uma mãe excêntrica que se descobriu artista, fazendo bizarras esculturas de partes do corpo feminino; um pai preocupado, que não se conforma por ela ter escolhido uma carreira que pague tão pouco; uma colega de trabalho piranha (juro que essa é a expressão que o livro usa), uma avó ranzinza, um cara gato de tirar o fôlego, um ex-noivo apático e covarde, além de um cachorrinho muito fofo. *Ufa!*


Grace é professora de História em uma importante escola preparatória. Ela é apaixonada pela História americana, sendo seu tema favorito a Guerra Civil, Guerra de Secessão Norte Americana, disputada entre os estados do Norte e do Sul. Todo primeiro dia de aula ela começa lendo a Declaração de Independência dos Estados Unidos, e ela inclusive faz parte de um grupo que reencena as principais batalhas da Guerra Civil (como o pai da protagonista do filme Doce Lar), paixão essa que ela herdou do seu pai, um pacífico advogado que, nas horas vagas, gosta de fingir ser um dos importantes generais e gritar ordens, manejar canhões e baionetas como se estivesse realmente em um campo de batalha. Ela é a irmã do meio e sempre se sentiu como o patinho feio. Suas irmãs são extremamente lindas, Margaret um tipo de Nicole Kidman, Natalie praticamente a Cinderela. E ela? Ela se parecia com a bisavó russa – e não, isso não era uma coisa boa –, com seu cabelo crespo que nunca a obedecia.


Pelos olhos da Grace acompanhamos o conturbado casamento dos pais dela, a crise no casamento de sua irmã mais velha, a evolução no relacionamento de sua irmã caçula e seu ex-noivo (não por opção dela), além de acompanhá-la nas visitas que ela faz à casa de repouso onde sua avó mora e também à suas aulas de História, e as vezes em que ela involuntariamente - ou não - bisbilhota o vizinho (principalmente se ele está sem camisa no jardim). As partes em que Grace lembrava como era seu relacionamento com Andrew, como acabou e como ele começou a namorar a irmã dela foram um tanto entediantes. Talvez porque eu realmente não estava muito interessada em saber isso, queria ir logo para as confusões causadas pelo namorado imaginário e, é claro, passei todo o tempo ansiando pelas aparições do Cal *momento periguete literária*. O bom é que essas lembranças do passado não duram muito e eu pude ir para o que interessava.


Quando eu gosto de um livro eu o leio várias vezes, sem problema, aproveitando a leitura como se fosse a primeira, mas tenho muito chão pela frente se quiser alcançar Grace e seu livro preferido: E o Vento Levou, que ela leu 14 vezes!!! Não é a toa que ela considera Scarlett O’Hara, a personagem principal naquele livro, sua melhor amiga. Até me senti mal por nunca ter lido o livro, mas pelo menos vi o filme – apesar de ter certeza que não é a mesma coisa.


Enfim, um livro divertido, um romance fofo com um cara de tirar o fôlego – já contei que o Cal é de tirar o fôlego e eu fiquei apaixonada por ele? Pois é –, uma protagonista dedicada aos seus alunos, seus amigos, à família, família essa bem intrometida, e tudo isso me fez querer ler outros livros da autora. Ah, como eu adoro descobrir autores novos e entrar na neurose de querer todos os livros escritos por eles... rs



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12 de outubro de 2011

'Natal Mortal - J.D. Robb'







Natal Mortal
(Holiday in Death)
J.D. Robb





Estamos em clima de natal, com Roarke planejando festas e comprando árvores e enfeites, Eve se descabelando para pensar em um presente de natal para um homem que é dono de meio mundo (e mais alguns territórios a sua escolha), e um espertinho vestindo-se de Papai Noel e assassinando pessoas que ele considera seu “Verdadeiro Amor”, não antes de atá-las, estuprá-las, penteá-las e maquiá-las. Entre uma compra de natal e outra, Eve investiga quem se faz passar pelo bom velhinho para tirar a vida dessas vítimas tão diferentes umas das outras, com apenas uma coisa em comum...

Natal Mortal é o sétimo livro da Série Mortal. Sobre essa série só posso dizer que é viciante, acho que isso resume tudo. Para mais detalhes sobre ela tenho um post detalhado (clique aqui), mas para quem ainda não conhece é um romance policial futurista que se passa na Nova York de 2058, escrita por J.D. Robb, que é um pseudônimo da Nora Roberts, e acompanhamos a detetive Eve Dallas e cada um dos livros retrata um dos casos em que ela trabalha, no departamento de homicídios da polícia. A cada livro temos um assassino (ou mais), uma intrigante série de assassinatos e todo o trabalho da detetive para solucionar o caso e prender o responsável. Para contrabalancear, a parte leve da leitura cabe ao romance de Eve com o idolatrado Roarke, adorado por todas as leitoras da série, não à toa.

O assassino desse livro é um sujeito que tem a pachorra de se vestir de Papai Noel para se aproximar de suas vítimas, aproveitando o período natalino. Doentiamente ele as ataca, estupra, mas também as penteia e maquia, para finalmente estrangulá-las. Depois desinfeta todo o local, o corpo da vítima e deixa uma jóia que faz referência a uma canção de natal. Demorei para desconfiar do verdadeiro culpado e caí na pegadinha da autora que nos desvia para outro lado.

Na parte leve e divertida da história temos Eve tentando pensar em presentes de natal para seus amigos, coisa que ela nunca se preocupou muito antes, além de pensar em um presente para seu marido, que tem tudo e aquilo que ainda não tem, ele é o dono da empresa que fabrica. Falando em Roarke, sendo este seu primeiro natal com Eve ele está fissurado em criar tradições, como a de decorarem uma árvore de natal juntos, por exemplo. Me diverti demais com os atritos da Peabody e do McNab, e eu já estou torcendo por esses dois que vivem às turras e não ficam um minuto sem brigar. Como não se divertir com o chilique do McNab ao ver a Peabody vestida para trabalhar disfarçada? Impagável também, como sempre, é a relação de Eve com Summerset, o mordomo de Roarke, principalmente nesse momento em que eles estão passando por um tipo de trégua, o que irrita aos dois profundamente.

Os livros dessa série tem alguns dos melhores quotes, por isso eu não resisto em transcrever alguns aqui. Desse livro escolhi um momento singelo em que Eve e Roarke estão decorando a árvore de natal e conversando sobre o trabalho dela:


"Roarke levantou uma sobrancelha quando acabou de prender o pisca-pisca e pegou outro, avisando:
– Eu faria certas objeções se soubesse que a minha mulher anda saindo por aí com estranhos.
Eve foi até a bandeja de canapés e provou mais um, escolhido ao acaso.
– Não se preocupe que eu não iria dormir com nenhum deles... a não ser que o trabalho exigisse. – Sorriu para ele. – Mesmo assim, prometo que ia ficar pensando em você o tempo todo.
– Não levaria muito tempo, já que eu ia capá-lo e entregar o material para você analisar. – Continuou instalando o pisca-pisca enquanto ela quase se engasgava com o champanhe.
– Nossa, Roarke, estou só brincando.
– Hã-hã... Eu também, querida. Pegue mais um pisca-pisca para mim, por favor."



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7 de outubro de 2011

'O Herói Perdido - Rick Riordan'








O Herói Perdido
(The Lost Hero)
Rick Riordan







Quem já leu a série Percy Jackson & Os Olimpianos sabe que os grandes deuses gregos da antiguidade ainda circulam por aí, e que o Olimpo, que antes era na Grécia agora está localizado no alto do Empire State, em Nova York. Assim como nos tempos antigos, esses deuses ainda se relacionam com mortais, com quem têm filhos – os semideuses ou meio-sangues. Como os deuses, outros seres mitológicos também estão por aí, monstros, que perseguem os semideuses. Nós, reles mortais, não temos nem ideia de tudo isso por causa da poderosa “Névoa”, que não nos deixa ver o que realmente acontece e encobre o que alguns seres realmente são. Ser um semideus é perigoso, por isso, todos são levados para um lugar onde podem ser protegidos e também treinados para a luta. Esse lugar é o Acampamento Meio-Sangue.

Como eu disse, quem conhece a saga do Percy já sabe de tudo isso. Mas agora se inicia uma nova série, ambientada no mesmo mundo e cuja história tem inicio poucos meses depois do final de O Último Olimpiano. A novidade é que agora o Acampamento Meio-Sangue não acolhe apenas os filhos dos deuses Olimpianos, mas também de deuses menores como Iris, Hécate e Hipnos. Temos um novo Oráculo e uma nova Grande Profecia. E claro, novos heróis. Conhecemos Jason, Piper e Leo.

Jason acorda em uma excursão escolar e não se lembra de nada: quem é, de onde vem, quem é a garota de mãos dadas com ele ou o garoto na frente deles fazendo piadinhas. Antes mesmo que ele pudesse entender o que estava acontecendo ocorre um ataque de seres bem estranhos, o que os obriga a lutar com eles.

“Linda, inteligente e violenta. Jason adoraria lembrar que aquela era sua namorada.”

Piper sempre teve uma vida complicada, tentava se misturar às demais pessoas, mas sem se destacar, pois odiava que alguém a notasse, porém acabava sempre se sentindo excluída. Agora tudo piorou já que seu próprio namorado não se lembra dela, eles sofrem um ataque e são resgatados, junto com seu amigo Leo, por pessoas que insistem em dizer que eles são filhos de deuses. Ainda, seu pai desapareceu e ela teria que fazer algo bem ruim para tê-lo de volta. Algo que a fazia se sentir culpada e com muito medo.

“Piper voltou a olhar para a lâmina. Por um momento o próprio reflexo a ficou encarando, mas depois a imagem mudou. Ela viu chamas e uma face grotesca, que parecia entalhada numa rocha.”

Quem está se divertindo com essa história toda é o Leo. Quer dizer, isso é o que ele prefere que todos pensem. Fazendo piadinha sobre tudo, ele consegue esconder o quanto se sente deixado de lado, o quanto ainda sofre pela morte da mãe, pela habilidade perigosa que possui e por não ser bom com "formas orgânicas de vida". Como todo meio-sangue, Leo sofre de déficit de atenção, é hiperativo e não consegue ficar parado.

Os três são levados ao Acampamento Meio-Sangue onde descobrem de quem são filhos e ganham uma importante missão profetizada pelo Oráculo. Descobrem quais as responsabilidades de um semideus, os perigos que isso acarreta e o destino de alguns que vieram antes deles.

“ – Maldições e mortes – Leo falou sozinho. – Está ficando cada vez melhor.”

Jason descobre como perdeu sua memória e lidera seus amigos para um resgate, que também fará com que sua memória seja devolvida. Em paralelo, ainda há um velho conhecido que está desaparecido, os deuses do Olimpo resolveram se tornar incomunicáveis e uma grande ameaça está prestes a despertar.

Tenho que dizer que fiquei chateada com resenhas que li desse livro que contaram logo de cara de quem os três heróis principais eram filhos. Tirando o Leo, que era óbvio já pelas informações sobre ele constantes da orelha do livro, dos outros eu gostaria de ter descoberto aos poucos com as dicas que o livro deixa. Já saber, mesmo que sem querer, me deixou um pouco frustrada. *hunf*

Voltando ao livro, como eu já contei nas resenhas dos livros do Percy Jackson, eu sempre adorei a mitologia grega, todos os mitos, deuses e heróis, então o que mais me atrai nesses livros, e o mesmo acontece com o O Herói Perdido, é reconhecer algumas das histórias, alguns dos seres. Aquela sensação de “ei, eu conheço essa história”. Algumas eu me lembrava bem, outras nem tanto, mas é inegável que mesmo quem não conhece muito bem a mitologia ganha uma grande aula do tio Rick.

Apesar de ambientadas em um mesmo universo, essa série é diferente da PJ&O, a começar pela narrativa, que naquela era em primeira pessoa e nessa, pelo menos nesse primeiro livro, é em terceira, alternando o ponto de vista dos três personagens principais. Gostei de cada capítulo nomear e no alto de cada página ser demonstrado de quem é o ponto de vista. Em um primeiro momento senti falta do Percy como narrador, de suas tiradinhas irônicas, mas a escrita do autor é tão envolvente que logo nos acostumamos e nos apegamos aos novos personagens, principalmente ao Leo, tão fofo, que dá vontade de colocar no colo, rs

E o que foi o final? Como não querer uma continuação? O Herói Perdido é o primeiro livro da Série Os Heróis do Olimpo, cujo segundo livro, “The Son of Netuno” está para ser lançado nos EUA (isso se já não foi). Mais um lançamento para ficarmos esperando ansiosamente.


Os Heróis do Olimpo 1: O Herói Perdido (The Lost Hero)
Os Heróis do Olimpo 2: The Son of Netuno (ainda não lançado)


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5 de outubro de 2011

Primeiras Linhas #6

Essa é uma coluna em que eu trago as primeiras linhas, as primeiras frases de um livro qualquer.


Estou em falta com o blog e nas minhas visitas aos outros blogs que gosto tanto... Primeiro passei alguns dias trabalhando demais, depois minha cachorrinha fugiu, e está sumida há quase uma semana. Nesse tempo ando alucinada procurando por ela e angustiada demais para fazer qualquer outra coisa. Ah, sim, também estou a ponto de voar no pescoço do próximo que vier me dizer que "cachorros fogem mesmo".

Enfim, cessando a divagação e voltando ao ponto da coluna, minha escolha de hoje é um livro sobrenatural, porque nada melhor para nos tirar a cabeça dos problemas que uma boa história sobrenatural. Wake, o primeiro livro da série Dream Catchers da Lisa McMann é uma dessas (apesar de o meu favorito da série ser Fade).
Será que o Cabel me ajuda a achar minha cachorrinha perdida? =´´(


"9 de dezembro de 2005 12h55

O livro de matemática de Janie Hannagan escorrega de seus dedos. Ela agarra a borda da mesa na biblioteca da escola. Tudo fica escuro e silencioso. Suspira e descansa a cabeça sobre a mesa. Tentou escapar dessa, mas sua tentativa foi um fracasso deprimente. Ela está muito cansada hoje. Com muita fome. Realmente não tem tempo para isso.
E então.

Está sentada nas arquibancadas no estádio de futebol, piscando os olhos debaixo das luzes, calada em meio aos gritos da multidão.
Olha de relance para as pessoas sentadas a seu redor nas arquibancadas - colegas de classe, pais - tentando identificar o sonhador. Ela consegue dizer que este sonhador está com medo, mas onde está ele? Em seguida, lança um olhar ao campo de futebol. Encontra-o. Revira os olhos.
É Luke Drake. Sem sombra de dúvida. Afinal, ele é o único jogador nu no campo para o jogo de homecoming."

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22 de setembro de 2011

É primavera... ou quase

Amanhã começa a primavera, a estação das flores, e nada melhor do que começá-la com um poema. Até porque, um pouco de Mario Quintana não faz mal a ninguém.

Ah, sim, eu começo a "comemorar" a chegada da primavera hoje porque também é meu aniversário *Parabéns para mim*, o que eu considero um grande motivo para comemorar a chegada de uma estação!!! ;D

E nas palavras do Quintana:



Canção da Primavera - Mario Quintana
(Para Érico Veríssimo)


Primavera cruza o rio
Cruza o sonho que tu sonhas.
Na cidade adormecida
Primavera vem chegando.

Catavento enloqueceu,
Ficou girando, girando.
Em torno do catavento
Dancemos todos em bando.

Dancemos todos, dancemos,
Amadas, Mortos, Amigos,
Dancemos todos até
Não mais saber-se o motivo...

Até que as paineiras tenham
Por sobre os muros florido!
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13 de setembro de 2011

'Nothing But Trouble - Rachel Gibson'






Nothing But Trouble
Rachel Gibson








Mark Bressler foi o capitão do Seattle Chinooks por 6 anos, até um trágico acidente de carro quebrar metade dos ossos do seu corpo, deixá-lo em coma por meses e pôr um fim definitivo em sua carreira no hockey. É claro que ele ficou amargo e com ódio do mundo. Toda a vida como ele conhecia mudou. Todos só diziam que ele tinha sorte de estar vivo, mas ele não se sentia tão sortudo assim. Tudo o que o definia estava acabado, ele sequer conseguia dar dez passos sem sentir dor - ou sem sua bengala - e o pior, seus companheiros de time não precisavam mais dele. O time inclusive contratou Ty Savage para substituí-lo como capitão, e não era segredo para ninguém que eles nunca gostaram um do outro. O Chinooks, como grande time que é, possui um programa de assistência médica para seus jogadores lesionados e está prestando toda a assistência possível a Mark. Assim que ele pôde voltar para casa lhe enviaram enfermeiras para cuidar dele. Acontece que Mark não estava nem um pouco interessado em ter alguém cuidando dele. O fazia se sentir pior do que já estava. Ele odiava depender dos outros. Mark demitiu as três primeiras que apareceram no mesmo instante e os Chinooks o comunicaram que ele não podia mais demitir as profissionais que fossem enviadas porque elas trabalhavam para o time e não pra ele. Sem problemas, as duas enfermeiras enviadas em seguida não foram demitidas, mas pediram demissão por não o aguentarem. Ele tem certeza que pode se livrar da próxima da mesma forma. Ele só não esperava que ela não fosse uma enfermeira, mas uma assistente pessoal e uma mulher metida a espertinha que só usava roupas extremamente coloridas e tinha o cabelo uma parte loira, outra cor de rosa e vermelha, e era permanentemente, e irritantemente, bem humorada. Aquele tipo irritante de pessoa sempre alegre. Ele tentou afastá-la com seu mau humor, jeito grosseiro e insultos, mas por algum motivo ela continuava voltando.

Chelsea Ross foi avisada de que seu novo chefe era uma pessoa difícil, mas ela não imaginou que fosse tanto. Na verdade ele não era difícil, era um completo idiota, o tipo de pessoa que ela odiava, aqueles que se acham melhores que todo mundo e que por isso podem sair insultando a todos. Ela conheceu muitas pessoas assim. Como assistente pessoal já trabalhou para um tanto bom delas. Mas Chelsea na verdade era uma atriz, ainda esperando sua grande chance. Ela conseguiu alguns poucos papéis como uma das primeiras a morrer em filmes de terror, alguns comerciais e figurações em filmes enquanto morava em Los Angeles, mas agora ela precisava de um tempo e por isso se mudou para Seattle, onde mora sua irmã, que lhe conseguiu o trabalho. O Chinooks inclusive lhe ofereceu um grande bônus se ela ficar no trabalho por três meses. 10 mil dólares. Agora ela sabe porque. Aguentar Mark Bressler não vai ser fácil.

Claro que, apesar do que eles esperavam, Chelsea trás um colorido para a vida vazia e escura que Mark leva desde o acidente, e isso não tem nada a ver com as cores vibrantes das roupas dela, e Mark, superada a amargura, grosseria e jeito fechado pode ser realmente encantador, e isso não tem nada a ver com seus bíceps e aquele corpo de matar que ele tem.

Esse é o quinto livro da Série sobre os jogadores de hockey do Chinooks. Continuando na linha dos anteriores da série, conta a história de mais um dos jogadores de hockey do time de Seattle. Esse livro começa no dia imediatamente seguinte aos eventos do final do “True Love and other Disasters” (resenha aqui). O protagonista, Mark, já é um velho conhecido de quem leu os livros anteriores. Como capitão do time, sua presença era constante e já sabemos sobre seu acidente no livro que antecede este. Mas agora descobrimos o que o acidente realmente lhe causou, física e psicologicamente. Já a mandona e intrometida Chelsea é irmã gêmea de uma das personagens secundárias do “True Love and other Disasters”, a responsável pelo Departamento de Relações Públicas do Chinooks, Bo. Fiquei feliz que a história da Bo, que começou naquele livro, teve seu desfecho neste. Sempre que um livro faz parte de uma série em que cada história tem um protagonista diferente eu fico exultante quando os personagens dos outros livros fazem uma aparição e temos relances do que aconteceu com eles depois. Neste, o Chinooks dá uma grande festa em que todos os outros jogadores, que já tiveram suas histórias contadas, estão presentes. Adoro quando isso acontece porque quando lemos um livro, desenvolvemos um carinho pelos personagens e queremos saber o que aconteceu com eles depois.
Pelo menos eu sou curiosa assim.

Enfim, apesar de ter adorado o livro, ele faz uma maldade terrível em trazer no final um trecho do próximo, que também faz parte da série e nele conheceremos melhor mais um dos jogadores do meu time de hockey favorito. Pra mim foi maldade pois quando li, o sexto livro - Any Man of Mine - ainda não havia sido lançado. Agora ele já foi, mas ainda não consegui ler. Mas mal posso esperar!!!



The Chinooks Hockey Team Series #1: Simply IrresistibleJohn “The Wall” Kowalsky and Georgeanne Howard
The Chinooks Hockey Team Series #2: See Jane ScoreLuc “Lucky” Martineau and Jane Alcott
The Chinooks Hockey Team Series #3: The Trouble With Valentine’s DayRob “The Hammer” Sutter and Kate Hamilton
The Chinooks Hockey Team Series #4: True Love and Other DisastersTy “Saint” Savage and Faith Duffy
The Chinooks Hockey Team Series #5: Nothing But TroubleMark “The Hitman” Bressler and Chelsea Ross
The Chinooks Hockey Team Series #6: Any Man of MineSam Leclaire and Autumn Haven